Adenocarcinoma de cólon sigmóide com complicações pós-operatórias graves em paciente idoso
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238395Palavras-chave:
Adenocarcinoma, Cólon, Obstrução, Deiscência, Perfuração, SepseResumo
O adenocarcinoma colorretal é uma das neoplasias malignas mais comuns, especialmente em idosos com fatores de risco como hipertensão, tabagismo e etilismo prévio. Frequentemente, apresenta-se com sintomas de obstrução intestinal, alteração do hábito intestinal e dor abdominal. O diagnóstico é confirmado por exames de imagem e histopatologia, e o tratamento envolve ressecção cirúrgica, podendo ser complementado por quimioterapia e radioterapia conforme o estágio tumoral. Relato de Caso Homem de 83 anos, hipertenso, tabagista e ex-etilista, foi admitido no PS com constipação intestinal há cinco dias, dor, distensão abdominal e parada de eliminação de fezes e flatos. Apresentava confusão mental e distensão abdominal, tendo sido previamente sondado em unidade de PA com saída de secreção biliosa. A tomografia computadorizada revelou lesão estenosante no cólon sigmóide, causando acentuada distensão das alças intestinais, especialmente do ceco. Foi submetido a laparotomia exploradora, que evidenciou sofrimento das alças, perfuração colônica e massa sugestiva de neoplasia sigmóide. Evoluiu com instabilidade hemodinâmica, permaneceu intubado e recebeu antibioticoterapia com ceftriaxona e metronidazol, apresentando melhora clínica inicial. O exame anatomopatológico confirmou adenocarcinoma de cólon sigmóide. No oitavo dia pós-operatório, apresentou taquipneia, dor em fossa ilíaca esquerda, distensão abdominal e sinais de peritonite. Nova laparotomia revelou deiscência da aponeurose, perfuração em jejuno distal e grande quantidade de líquido entérico, sendo encaminhado à UTI, onde evoluiu com choque séptico refratário e óbito. Discussão O adenocarcinoma de cólon sigmóide é causa frequente de obstrução intestinal em idosos, manifestando-se por constipação, dor abdominal e distensão. A tomografia é fundamental para identificar a lesão estenosante e o grau de distensão das alças. A ressecção cirúrgica é o tratamento padrão, principalmente nos estágios iniciais e intermediários, visando remoção tumoral e controle da obstrução. Complicações graves como deiscência de sutura e perfuração intestinal elevam a morbimortalidade, especialmente em idosos com comorbidades.
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Referências
Pisano, Michele et al. “2017 WSES guidelines on colon and rectal cancer emergencies: obstruction and perforation.” World journal of emergency surgery : WJES vol. 13 36. 13 Aug. 2018, doi:10.1186/s13017-018-0192-3
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