Adenocarcinoma de corpo e cauda do pâncreas com metástases hepáticas em paciente idosa: relato de caso
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238396Keywords:
Adenocarcinoma de Pâncreas, Metástase, Paciente Idoso, Manejo de Câncer de Pâncreas, Tomografia Computadorizada, Cuidados PaliativosAbstract
O câncer de pâncreas é uma neoplasia agressiva, frequentemente diagnosticada em estágios avançados devido à apresentação inicial inespecífica, como dor abdominal, náuseas, inapetência e perda de peso. A tomografia computadorizada é fundamental para avaliar a extensão tumoral e a presença de metástases, orientando o manejo clínico. Este relato descreve um caso de adenocarcinoma de pâncreas com metástases hepáticas em paciente idosa, destacando aspectos clínicos e radiológicos. Relato de Caso Paciente feminina de 83 anos apresentou dor abdominal progressiva há dez dias, predominando no abdome superior, associada a náuseas e inapetência. Relatou perda ponderal não quantificada. No exame físico, encontrava-se em estado geral regular, com palidez cutânea e dor à palpação nos flancos e epigástrio. Os exames laboratoriais mostraram hemoglobina de 10,3 g/dL, leucócitos 11.900/mm³. A tomografia computadorizada de abdome e pelve revelou lesão expansiva no corpo e cauda pancreática, medindo 5,7 cm, com invasão dos planos adiposos retroperitoneais e contato com alça jejunal proximal. Identificou conglomerado linfonodal celíaco e múltiplas lesões hepáticas hipodensas e hipovascularizadas, sugestivas de metástases secundárias, a maior com 4,3 cm. Diante do quadro, foi encaminhada para avaliação oncológica e início de tratamento paliativo. Discussão O adenocarcinoma ductal pancreático (PDAC) é uma malignidade de prognóstico reservado, cuja abordagem requer equipe multidisciplinar. O diagnóstico baseia-se em exames de imagem, como tomografia computadorizada, e confirmação histológica por punção aspirativa. O marcador tumoral CA 19-9 pode auxiliar no monitoramento, embora não seja específico. A ressecção cirúrgica é potencialmente curativa, mas apenas uma minoria dos pacientes apresenta doença ressecável ao diagnóstico. Em casos avançados ou metastáticos, a quimioterapia sistêmica e os cuidados paliativos são fundamentais para controle dos sintomas e melhora da qualidade de vida. O manejo deve ser individualizado, considerando estágio tumoral, estado funcional do paciente e características moleculares do tumor.
Downloads
References
-
Downloads
Published
Issue
Section
License
Copyright (c) 2025 Paulo José Pouparina Canedo, Brenda Martines, Rodrigo Frati, Edson Gabriel Rocha, Lucas de Gouveia Pestana Travassos de Menezes, Débora Waridel

This work is licensed under a Creative Commons Attribution-ShareAlike 4.0 International License.