Adenocarcinoma de reto médio em paciente idoso submetido a tratamento neoadjuvante total e retossigmoidectomia videolaparoscópica com excisão total do mesorreto: relato de caso
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238454Palavras-chave:
Adenocarcinoma de Reto Médio, Tratamento Neoadjuvante Total, Protocolo Opra, Retossigmoidectomia Videolaparoscópica, Excisão Total do Mesorreto, Ileostomia ProtetoraResumo
O adenocarcinoma colorretal é uma das neoplasias malignas mais prevalentes mundialmente, acometendo o reto em até um terço dos casos. O tratamento dos tumores do reto médio depende do estadiamento clínico e patológico, frequentemente envolvendo terapia neoadjuvante com quimio e radioterapia, seguida de excisão total do mesorreto, conforme recomendam diretrizes modernas e estudos como o OPRA. A decisão pelo procedimento cirúrgico e pela reconstrução intestinal considera resposta clínica, comorbidades e particularidades anatômicas do tumor.Relato de Caso Um homem de 67 anos, diabético tipo 2 há 35 anos e portador de síndrome do intestino irritável, apresentou alteração do hábito intestinal e diarreia recorrente em maio de 2023. Colonoscopia identificou pólipo séssil no sigmóide, removido por polipectomia, com anatomopatológico de adenoma tubular com displasia de baixo grau. Em julho de 2024, recidivaram os sintomas, acompanhados de perda ponderal de 8 kg. Nova colonoscopia revelou lesão ulceroinfiltrativa vegetante a 7 cm da borda anal, e biópsia confirmou adenocarcinoma tubular moderadamente diferenciado. Ressonância magnética de pelve mostrou lesão expansiva anular com componente mucinoso a 8 cm da borda anal, sem metástases. Após falha parcial do tratamento neoadjuvante total (radioterapia combinada à quimioterapia oral, seguida de quimioterapia sistêmica), persistiu cerca de 50% do tumor. Em maio de 2025, realizou retossigmoidectomia videolaparoscópica com excisão total do mesorreto, anastomose colorretal e ileostomia de proteção. Discussão O adenocarcinoma de reto médio apresenta desafios terapêuticos devido à proximidade com o complexo esfincteriano e ao risco de recidiva local. O tratamento neoadjuvante total, como no protocolo OPRA, oferece maior resposta tumoral, possibilidade de preservação esfincteriana e menor toxicidade cumulativa, sendo indicado para tumores localmente avançados. Apesar da resposta parcial, a cirurgia com excisão total do mesorreto permanece padrão-ouro para ressecção curativa, permitindo margens oncológicas adequadas e minimizando complicações pós-operatórias.
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Referências
National Comprehensive Cancer Network (NCCN). Clinical Practice Guidelines in Oncology: Rectal Cancer. Version 2.2022. Smith JJ, et al.
Organ Preservation in Rectal Adenocarcinoma: A Phase II Trial of Total Neoadjuvant Therapy. J Clin Oncol. 2022;40(15):1770–1779.
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