Adenocarcinoma gástrico avançado com disseminação  peritoneal: relato de caso

Autores

  • Eduarda Piacenti Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil. https://orcid.org/0009-0009-5657-3485 (não autenticado)
  • Rodrigo Frati Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.
  • Brenda Martines Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238456

Palavras-chave:

Anemia, Adenocarcinoma, Neoplasia, Manejo, Prognóstico

Resumo

O adenocarcinoma gástrico é a neoplasia mais comum do estômago, com alta morbimortalidade devido ao diagnóstico geralmente tardio. Os sintomas iniciais, como dor abdominal, perda de peso e fraqueza, costumam ser inespecíficos, dificultando a detecção precoce. O tipo histológico misto, que combina componentes intestinal e de células em anel de sinete, está associado a comportamento agressivo e pior prognóstico. O diagnóstico é confirmado por endoscopia digestiva alta com biópsia, complementado por exames de imagem para avaliação da extensão tumoral e metástases. Relato de Caso Um homem de 63 anos apresentou dor abdominal progressiva em epigástrio há seis meses, acompanhada de fraqueza e perda ponderal não quantificada. No exame físico, encontrava-se em bom estado geral, normocorado, hidratado, afebril, com abdome sem dor ou massas palpáveis. Os exames laboratoriais revelaram anemia significativa (Hb 7,4 g/dL), leucócitos normais, proteína C reativa elevada e coagulação levemente alterada. A endoscopia digestiva alta mostrou estômago não distensível, com espessamento parietal difuso; a biópsia confirmou adenocarcinoma gástrico misto, com componentes intestinal e de células em anel de sinete. A tomografia computadorizada evidenciou espessamento gástrico infiltrativo e sinais de carcinomatose peritoneal, incluindo espessamento nodular do omento, peritônio e ascite associada. Discussão O adenocarcinoma gástrico misto representa uma forma agressiva da doença, dificultando o tratamento e associando-se a pior prognóstico. A apresentação clínica com dor epigástrica, perda de peso e fraqueza é comum, porém inespecífica, contribuindo para o diagnóstico tardio. O espessamento difuso da parede gástrica e a carcinomatose peritoneal indicam doença avançada, restringindo o manejo a medidas paliativas. A anemia significativa reforça o impacto sistêmico da neoplasia e a necessidade de suporte clínico. O manejo multidisciplinar é essencial, incluindo controle sintomático, suporte nutricional e avaliação para terapias sistêmicas. 

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Referências

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Publicado

2025-07-01

Como Citar

Piacenti, E. ., Frati, R. ., & Martines, B. . (2025). Adenocarcinoma gástrico avançado com disseminação  peritoneal: relato de caso. Revista De Medicina, 104(4 esp.), e-238456. https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238456