Adenocarcinoma gástrico avançado com disseminação peritoneal: relato de caso
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238456Palavras-chave:
Anemia, Adenocarcinoma, Neoplasia, Manejo, PrognósticoResumo
O adenocarcinoma gástrico é a neoplasia mais comum do estômago, com alta morbimortalidade devido ao diagnóstico geralmente tardio. Os sintomas iniciais, como dor abdominal, perda de peso e fraqueza, costumam ser inespecíficos, dificultando a detecção precoce. O tipo histológico misto, que combina componentes intestinal e de células em anel de sinete, está associado a comportamento agressivo e pior prognóstico. O diagnóstico é confirmado por endoscopia digestiva alta com biópsia, complementado por exames de imagem para avaliação da extensão tumoral e metástases. Relato de Caso Um homem de 63 anos apresentou dor abdominal progressiva em epigástrio há seis meses, acompanhada de fraqueza e perda ponderal não quantificada. No exame físico, encontrava-se em bom estado geral, normocorado, hidratado, afebril, com abdome sem dor ou massas palpáveis. Os exames laboratoriais revelaram anemia significativa (Hb 7,4 g/dL), leucócitos normais, proteína C reativa elevada e coagulação levemente alterada. A endoscopia digestiva alta mostrou estômago não distensível, com espessamento parietal difuso; a biópsia confirmou adenocarcinoma gástrico misto, com componentes intestinal e de células em anel de sinete. A tomografia computadorizada evidenciou espessamento gástrico infiltrativo e sinais de carcinomatose peritoneal, incluindo espessamento nodular do omento, peritônio e ascite associada. Discussão O adenocarcinoma gástrico misto representa uma forma agressiva da doença, dificultando o tratamento e associando-se a pior prognóstico. A apresentação clínica com dor epigástrica, perda de peso e fraqueza é comum, porém inespecífica, contribuindo para o diagnóstico tardio. O espessamento difuso da parede gástrica e a carcinomatose peritoneal indicam doença avançada, restringindo o manejo a medidas paliativas. A anemia significativa reforça o impacto sistêmico da neoplasia e a necessidade de suporte clínico. O manejo multidisciplinar é essencial, incluindo controle sintomático, suporte nutricional e avaliação para terapias sistêmicas.
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Referências
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