Adenocarcinoma moderadamente diferenciado do cólon descendente: relato de caso

Autores

  • Rafael Martins da Rocha Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil. https://orcid.org/0009-0009-5657-3485
  • Yan Robert Queiroz Santos Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.
  • César Rocha de Alencar Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.
  • Brenda Martines Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.
  • Rodrigo Frati Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238459

Palavras-chave:

Neoplasia, Cólon Descendente, Adenocarcinoma, Moderadamente Diferenciado, Retossigmoidectomia, Estadiamento

Resumo

O adenocarcinoma colorretal é uma neoplasia maligna originada na mucosa do intestino grosso, sendo uma das causas mais frequentes de câncer em adultos jovens e idosos. Os sintomas variam conforme a localização e o estágio tumoral, incluindo dor abdominal, alteração do hábito intestinal, hematoquezia e perda de peso. Tumores no cólon esquerdo, como no cólon descendente, tendem a causar sintomas obstrutivos precoces devido ao menor calibre intestinal. O diagnóstico é confirmado por exames de imagem e histopatologia, e o tratamento geralmente envolve ressecção cirúrgica com avaliação linfonodal para estadiamento e definição da necessidade de terapia adjuvante. Relato de Caso Paciente de 36 anos apresentou dor abdominal progressiva, perda de peso e hematoquezia. A dor, inicialmente leve, tornou-se constante e intensa, enquanto a presença de sangue vivo nas fezes e a perda ponderal não intencional aumentaram a suspeita de neoplasia gastrointestinal. A tomografia computadorizada de abdome revelou lesão obstrutiva no cólon descendente, com espessamento e hiper-realce parietal circunferencial do terço distal do cólon esquerdo, extensão de 8,0 cm, densificação dos planos adiposos e linfonodomegalias adjacentes. Submetida a retossigmoidectomia com linfadenectomia regional, o exame anatomopatológico confirmou adenocarcinoma moderadamente diferenciado, invasivo e ulcerado, com 65% de componente mucinoso e 35% tubular, medindo 8,3 cm. O estadiamento foi pT3pN1, com invasão até a subserosa ou tecido pericólico. Evoluiu bem, com alta hospitalar e encaminhamento para seguimento oncológico. Discussão Adenocarcinoma do cólon descendente frequentemente se manifesta por dor abdominal, hematoquezia e perda de peso, sintomas relacionados ao crescimento tumoral e obstrução parcial do lúmen intestinal. A tomografia computadorizada auxilia na avaliação da extensão local e linfonodal, complementando a colonoscopia. A retossigmoidectomia permite remoção tumoral e linfadenectomia para estadiamento. O componente mucinoso predominante sugere possível comportamento mais agressivo. O estadiamento pT3pN1 indica necessidade de tratamento adjuvante para reduzir risco de recidiva. 

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Referências

Comprehensive Overview of Molecular, Imaging, and Therapeutic Challenges in Rectal Mucinous Adenocarcinoma. Berar M, Ciocan A, Moiș E, et al. International Journal of Molecular Sciences. 2025;26(2):432. doi:10.3390/ijms26020432.

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Publicado

2025-07-01

Como Citar

Rocha, R. M. da ., Santos, Y. R. Q. ., Alencar, C. R. de ., Martines, B. ., & Frati, R. . (2025). Adenocarcinoma moderadamente diferenciado do cólon descendente: relato de caso. Revista De Medicina, 104(4 esp.), e-238459. https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238459