Aneurisma gigante da aorta em paciente idosa com insuficiência cardíaca congestiva: relato de caso e abordagem conservadora
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238465Palavras-chave:
Aneurisma Gigante de Aorta, Múltiplas Comorbidades, Risco Cirúrgico, Decisão Compartilhada, Autonomia do Paciente, Conduta ConservadoraResumo
Aneurisma da aorta é uma dilatação localizada e anormal da parede arterial, acometendo com maior frequência as porções ascendente e descendente da aorta. A prevalência aumenta com a idade e está associada a fatores de risco como hipertensão, tabagismo e doenças cardiovasculares prévias. Aneurismas de grandes dimensões apresentam alto risco de ruptura, geralmente indicando intervenção cirúrgica ou endovascular.Relato de Caso: Paciente de 78 anos, tabagista e hipertensa, portadora de ICC, apresentou piora funcional progressiva, acompanhada de tosse e dispneia. Procurou atendimento em PA, onde a radiografia de tórax evidenciou alargamento mediastinal. Transferida para o PS para investigação complementar. A angiotomografia de tórax revelou aneurisma da aorta ascendente e descendente, com calibre máximo de 9,8 cm, caracterizando aneurisma gigante e de alto risco para complicações graves. Observou-se aterosclerose difusa, dilatação acentuada e tortuosidade da aorta torácica, com dimensões de até 9,8cm na porção ascendente. Após discussão detalhada sobre os riscos e opções terapêuticas, a paciente optou por recusar o tratamento invasivo. A equipe médica orientou amplamente sobre os riscos da conduta conservadora, e os familiares concordaram com a decisão. Discussão Aneurismas da aorta com calibre superior a 6 cm são considerados gigantes e apresentam alto risco de ruptura, com mortalidade significativa. A paciente apresentava múltiplos fatores de risco, como idade avançada, tabagismo, hipertensão e insuficiência cardíaca congestiva, agravando seu estado clínico e aumentando o risco perioperatório. A detecção do alargamento mediastinal na radiografia foi crucial para a investigação, confirmada pela angiotomografia. A decisão pela abordagem conservadora respeitou a autonomia da paciente, mesmo diante do elevado risco de complicações. Este caso destaca a importância do diálogo médico-paciente e da participação familiar na tomada de decisão, além da necessidade de acompanhamento clínico rigoroso e manejo dos fatores de risco para minimizar a progressão da doença.
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Referências
Munden R, Carter B, Chiles C et al. Managing Incidental Findings on Thoracic CT: Mediastinal and Cardiovascular Findings. A White Paper of the ACR Incidental Findings Committee. J Am Coll Radiol. 2018;15(8):1087-96. doi:10.1016/j.jacr.2018.04.029 - Pubmed
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