Aneurisma roto de aorta abdominal
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238467Palavras-chave:
Aneurisma, Aorta, Ruptura, Emergência, Cirurgia, VascularResumo
O aneurisma de aorta abdominal (AAA) caracteriza-se pela dilatação localizada da aorta abdominal, com diâmetro igual ou superior a 3 cm. A prevalência global é de aproximadamente 0,92% entre pessoas de 30 a 79 anos, aumentando para até 3,3% em indivíduos acima de 60 anos. A maioria dos casos é assintomática, e os sinais físicos são frequentemente discretos, sendo a massa abdominal pulsátil o achado mais comum em estágios avançados. Exames de imagem são essenciais para o diagnóstico e planejamento terapêutico. Relato de Caso Homem de 83 anos procurou o pronto-socorro com dor abdominal e massa abdominal pulsátil. Após estabilização inicial, realizou tomografia computadorizada (TC) de abdome que evidenciou aneurisma roto da aorta abdominal com dimensões de 9,0cm, extenso trombo mural circunferencial estendendo-se até as artérias ilíacas comuns, e grande hematoma retroperitoneal peri-aórtico e peri-ilíaco, predominantemente à direita, com extravasamento de contraste, indicando sangramento ativo. A TC mostrou sinais radiológicos de ruptura, incluindo hematoma retroperitoneal extenso, descontinuidade focal nas calcificações do endotélio vascular e infiltrações lineares de contraste pelo trombo intramural(sinal da fissura). Realizada correção endovascular totalmente percutânea (P-EVAR) do aneurisma infrarrenal roto. O paciente evoluiu bem, mantendo-se estável, eupneico, com pulsos femorais bilaterais presentes, ausentes antes do procedimento. Discussão A maioria dos AAA é assintomática e cresce lentamente até a ruptura, que constitui emergência cirúrgica com alta mortalidade, podendo chegar a 81%. A mortalidade varia conforme o tratamento: cirurgia aberta apresenta taxa de 37,4% e reparo endovascular, 22,4%, com mortalidade pós-operatória de 33,2% em 90 dias. O diagnóstico e tratamento precoce são essenciais, sendo indicada intervenção cirúrgica para aneurismas com diâmetro ≥ 5,5 cm, pois o risco de ruptura supera o risco do reparo. As técnicas incluem cirurgia aberta e procedimentos minimamente invasivos, como o reparo endovascular (EVAR), cirurgia laparoscópica assistida por mão (HALS) e cirurgia laparoscópica total (TLS).
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Referências
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