Apendagite epiplóica: diagnóstico por imagem e manejo conservador em paciente jovem
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238468Palavras-chave:
Apendagite Epiplóica, Inflamação Abdominal, Tomografia, Abdome Agudo, Tratamento Conservador, Intervenções DesnecessáriasResumo
A apendagite epiplóica é uma condição inflamatória rara e benigna dos apêndices epiplóicos, pequenas estruturas adiposas ao longo do cólon. Essa inflamação geralmente resulta de torção ou trombose venosa desses apêndices, manifestando-se por dor abdominal aguda e localizada, frequentemente no quadrante inferior esquerdo. O diagnóstico baseia-se na tomografia computadorizada, que revela achados característicos. O tratamento é conservador, com uso de anti-inflamatórios e analgésicos, apresentando boa evolução clínica sem necessidade de cirurgia.Relato de Caso Uma paciente de 32 anos apresentou dor abdominal progressiva localizada na fossa ilíaca esquerda, sem febre, náuseas ou vômitos. Realizou tomografia computadorizada de abdome que evidenciou imagem ovalada, bem delimitada, com densidade predominantemente gordurosa e área central hipodensa, compatível com apendagite epiplóica. Observou-se espessamento leve e edema do tecido adiposo adjacente, sem sinais de complicações como abscesso ou perfuração. A paciente recebeu anti-inflamatórios não esteroides para controle da dor e inflamação. Evoluiu com melhora progressiva dos sintomas e recebeu alta hospitalar com orientação para repouso relativo e analgesia conforme necessidade.Discussão A apendagite epiplóica é uma causa rara de dor abdominal aguda, frequentemente confundida com apendicite ou diverticulite devido à semelhança dos sintomas. Resulta da torção ou trombose venosa espontânea dos apêndices epiplóicos, levando à isquemia e inflamação local. A tomografia computadorizada é o exame de escolha, mostrando massa ovalada gordurosa com halo hiperatenuante e, às vezes, sinal do ponto central. Os exames laboratoriais geralmente são normais ou com discreta alteração, auxiliando na diferenciação de outras condições inflamatórias. O tratamento é conservador, com analgésicos e anti-inflamatórios, e a resolução ocorre em poucos dias a semanas. O reconhecimento dessa condição evita intervenções cirúrgicas desnecessárias, destacando a importância da suspeita clínica e do diagnóstico por imagem.
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Referências
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