Apendicite aguda complicada em criança: relato de caso
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238471Palavras-chave:
Apendicite Aguda, Pediatria, Diagnóstico por Imagem, Complicações, Videolaparoscopia, Manejo Clínico-cirúrgicoResumo
A apendicite aguda é a principal causa de abdome agudo cirúrgico em crianças e adolescentes, podendo causar morbidade significativa quando complicações como perfuração e peritonite ocorrem. O diagnóstico nessa faixa etária é desafiador devido à apresentação clínica variável, exigindo atenção cuidadosa aos sinais clínicos, laboratoriais e de imagem. Este relato descreve um caso de apendicite aguda complicada em paciente pediátrica, destacando a evolução clínica, abordagem diagnóstica e terapêutica, e a importância do manejo adequado para um desfecho favorável. Relato de Caso Menina de 11 anos, previamente saudável, procurou atendimento com queixa de dor abdominal há dois dias. Inicialmente difusa, a dor localizou-se no baixo ventre nas últimas horas. Referia constipação e episódios de vômitos há um dia. No exame físico, apresentava abdome distendido e doloroso à palpação difusa, sem sinais claros de defesa abdominal. Os exames laboratoriais revelaram leucocitose e aumento da proteína C reativa. A ultrassonografia abdominal mostrou aumento da ecogenicidade da gordura pélvica e pequena quantidade de líquido livre, sugerindo processo inflamatório. A tomografia computadorizada confirmou apendicite aguda complicada, evidenciando apêndice cecal dilatado, densificação dos planos gordurosos adjacentes e pneumoperitônio. A paciente foi submetida à apendicectomia videolaparoscópica, procedimento que transcorreu sem intercorrências. Evoluiu satisfatoriamente e recebeu alta hospitalar no 7º PO, com orientações para acompanhamento ambulatorial. Discussão A apendicite aguda complicada em crianças representa desafio diagnóstico e terapêutico devido à inespecificidade dos sintomas e rápida evolução para perfuração e peritonite. Este caso reforça a importância da avaliação clínica detalhada e do uso de exames complementares, como ultrassonografia e tomografia, para confirmação diagnóstica e planejamento cirúrgico. A videolaparoscopia mostrou-se segura e eficaz, proporcionando recuperação mais rápida e menor morbidade. Acompanhamento pós-operatório e suporte multidisciplinar são essenciais para a reabilitação completa e para minimizar o impacto emocional do processo cirúrgico, conforme enfatizado na literatura sobre humanização do cuidado pediátrico.
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Referências
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