Apendicite aguda perfurada em paciente jovem: relato de caso e manejo cirúrgico

Autores

  • Brenda Martines Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil. https://orcid.org/0009-0009-5657-3485 (não autenticado)
  • Rodrigo Frati Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.
  • Brenda Martines Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.
  • Estela Dick Wang Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.
  • Amanda Ganz Sanchez Sennes Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.
  • Igor Caetano Valotto Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.
  • Marina Gasparoni Teixeira Soares Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238478

Palavras-chave:

Apendicite, Apendicectomia, Diagnóstico, Complicação, Cirurgia, Tratamento

Resumo

A apendicite aguda é uma das causas mais comuns de abdome agudo, caracterizada pela inflamação do apêndice vermiforme. Quando não tratada precocemente, pode evoluir para perfuração, aumentando o risco de complicações como peritonite e abscessos intra-abdominais. O diagnóstico baseia-se na avaliação clínica, exames laboratoriais e de imagem, sendo a tomografia computadorizada essencial para identificar sinais de perfuração e complicações associadas. O tratamento cirúrgico padrão consiste na remoção do apêndice e limpeza da cavidade peritoneal. Relato de Caso Mulher de 24 anos apresentou dor em cólica na FID, acompanhada de náuseas e febre. No exame físico, apresentou sinal de Blumberg positivo, indicando irritação peritoneal. Os exames laboratoriais revelaram leucocitose(11.270/mm³) e proteína C-reativa elevada(149 mg/L). A tomografia computadorizada evidenciou apêndice cecal com calibre aumentado, paredes espessadas, presença de apendicolito, densificação dos planos adiposos adjacentes, pequeno pneumoperitônio e líquido livre periapendicular e na pelve, compatíveis com apendicite aguda perfurada. Indicou-se abordagem cirúrgica, Durante o procedimento, identificou líquido purulento, coleção bloqueada periapendicular e apêndice em fase 3, com necrose na ponta e base preservada. A cavidade foi exaustivamente limpa até o líquido clarear de purulento para seroso. A paciente evoluiu bem e recebeu alta no segundo dia pós-operatório, sem intercorrências. Discussão A apendicite perfurada representa forma grave da doença, com maior risco de complicações intra-abdominais. A presença de apendicolito aumenta a chance de perfuração. A tomografia é fundamental para identificar sinais de perfuração, como pneumoperitônio e líquido livre, orientando o manejo cirúrgico. A apendicectomia aberta com limpeza peritoneal é o tratamento padrão em casos complicados. A técnica da bolsa de tabaco auxilia na prevenção de fístulas e complicações locais. A antibioticoterapia perioperatória é essencial para controle da infecção. A alta precoce é possível em pacientes com boa evolução clínica, refletindo o sucesso do tratamento cirúrgico e manejo adequado. 

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Referências

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Publicado

2025-07-01

Como Citar

Martines, B. ., Frati, R. ., Martines, B. ., Wang, E. D. ., Sennes, A. G. S. ., Valotto, I. C. ., & Soares, M. G. T. . (2025). Apendicite aguda perfurada em paciente jovem: relato de caso e manejo cirúrgico. Revista De Medicina, 104(4 esp.), e-238478. https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238478