Apendicite aguda perfurada em paciente jovem: relato de caso e manejo cirúrgico
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238478Palavras-chave:
Apendicite, Apendicectomia, Diagnóstico, Complicação, Cirurgia, TratamentoResumo
A apendicite aguda é uma das causas mais comuns de abdome agudo, caracterizada pela inflamação do apêndice vermiforme. Quando não tratada precocemente, pode evoluir para perfuração, aumentando o risco de complicações como peritonite e abscessos intra-abdominais. O diagnóstico baseia-se na avaliação clínica, exames laboratoriais e de imagem, sendo a tomografia computadorizada essencial para identificar sinais de perfuração e complicações associadas. O tratamento cirúrgico padrão consiste na remoção do apêndice e limpeza da cavidade peritoneal. Relato de Caso Mulher de 24 anos apresentou dor em cólica na FID, acompanhada de náuseas e febre. No exame físico, apresentou sinal de Blumberg positivo, indicando irritação peritoneal. Os exames laboratoriais revelaram leucocitose(11.270/mm³) e proteína C-reativa elevada(149 mg/L). A tomografia computadorizada evidenciou apêndice cecal com calibre aumentado, paredes espessadas, presença de apendicolito, densificação dos planos adiposos adjacentes, pequeno pneumoperitônio e líquido livre periapendicular e na pelve, compatíveis com apendicite aguda perfurada. Indicou-se abordagem cirúrgica, Durante o procedimento, identificou líquido purulento, coleção bloqueada periapendicular e apêndice em fase 3, com necrose na ponta e base preservada. A cavidade foi exaustivamente limpa até o líquido clarear de purulento para seroso. A paciente evoluiu bem e recebeu alta no segundo dia pós-operatório, sem intercorrências. Discussão A apendicite perfurada representa forma grave da doença, com maior risco de complicações intra-abdominais. A presença de apendicolito aumenta a chance de perfuração. A tomografia é fundamental para identificar sinais de perfuração, como pneumoperitônio e líquido livre, orientando o manejo cirúrgico. A apendicectomia aberta com limpeza peritoneal é o tratamento padrão em casos complicados. A técnica da bolsa de tabaco auxilia na prevenção de fístulas e complicações locais. A antibioticoterapia perioperatória é essencial para controle da infecção. A alta precoce é possível em pacientes com boa evolução clínica, refletindo o sucesso do tratamento cirúrgico e manejo adequado.
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Referências
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