Apresentação atípica de apendagite epiplóica em jovem com dor abdominal intensa em fossa ilíaca esquerda
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238565Palavras-chave:
Apendagite Epiploica, Tratamento Conservador, Dor Abdominal, Cólon, Apendice Epiploico, Diagnóstico DiferencialResumo
A apendagite epiplóica é uma inflamação rara dos apêndices epiplóicos, pequenas saculações adiposas que recobrem externamente o intestino grosso. Essa condição surge da isquemia desses apêndices, causando dor abdominal aguda que inicialmente é difusa, mas tende a se localizar conforme a evolução. A região retossigmóidea, especialmente a fossa ilíaca esquerda, é o local mais afetado. Apesar da semelhança clínica com apendicite e diverticulite, a apendagite epiplóica costuma ser benigna e se resolve espontaneamente em até duas semanas. Relato de Caso Uma mulher de 23 anos e 10 meses deu entrada no pronto-socorro com dor compressiva intensa na fossa ilíaca esquerda, associada a náuseas e vômitos há dois dias. Estava estável e afebril, mas relatava piora da dor ao movimento. Referia ultrassonografia prévia que indicava cisto ovariano à esquerda. No exame físico, apresentava abdome flácido, doloroso principalmente na fossa ilíaca esquerda, com sinais de irritação peritoneal local. A tomografia computadorizada evidenciou pequena formação nodular com atenuação de gordura junto à borda anterior do cólon descendente, associada a densificação dos tecidos adjacentes, sugestiva de apendagite epiplóica. Os exames laboratoriais não mostraram alterações significativas. A paciente iniciou tratamento conservador com analgesia otimizada e permaneceu internada para observação. Após 24 horas, apresentou melhora completa da dor e ausência de sinais de alarme, recebendo alta com orientações para hidratação e dieta balanceada. Discussão A apendagite epiplóica, embora rara, deve ser considerada no diagnóstico diferencial da dor abdominal localizada, especialmente quando ausentes febre e leucocitose. A tomografia computadorizada é fundamental para o diagnóstico, identificando características típicas como nódulo hipodenso e densificação pericólica. O manejo conservador é eficaz, evitando intervenções cirúrgicas desnecessárias. Diferentemente da apendicite cecal, que requer cirurgia, a apendagite epiplóica é autolimitada e tratada clinicamente. A acurácia diagnóstica é crucial para evitar procedimentos invasivos e reduzir custos, garantindo segurança e melhor experiência ao paciente.
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Referências
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