Associação do tratamento cirúrgico e endoscópico da coledocolitíase complexa: relato de caso
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238566Palavras-chave:
Coledocolitíase, Endoscópico, Cpre, Colecistectomia, Cálculos, ObstruçãoResumo
A coledocolitíase, caracterizada pela presença de cálculos no ducto biliar, é uma das causas mais frequentes de obstrução biliar. Essa condição pode provocar icterícia obstrutiva e, se não tratada adequadamente, evoluir para colangite ou pancreatite, aumentando a morbimortalidade. A compreensão dos mecanismos fisiopatológicos e o aprimoramento das estratégias diagnósticas e terapêuticas são essenciais para melhorar o prognóstico dos pacientes. Relato de Caso Uma mulher de 80 anos procurou atendimento com dor abdominal em faixa irradiada para o dorso há cerca de um mês. Relatava acolia fecal, colúria, icterícia há duas semanas e perda ponderal de 9 kg em seis meses. O exame físico confirmou icterícia, mas o exame abdominal não revelou alterações. A tomografia computadorizada revelou dilatação acentuada das vias biliares intra e extra-hepáticas até o colédoco intrapancreático, onde identificou cálculo obstrutivo de 1,2 cm circundado por material denso, além de vesícula biliar distendida com cálculos. Com base nos achados e no aumento das enzimas canaliculares e bilirrubina, diagnosticou-se síndrome colestática por coledocolitíase. A paciente foi internada para colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE), que confirmou coledocolitíase, mas não permitiu a extração completa dos cálculos. Realizou-se papilotomia e colocação de prótese biliar, com drenagem de secreção purulenta. Após antibioticoterapia, a paciente evoluiu bem e foi submetida à colecistectomia videolaparoscópica durante a mesma internação, removendo vesícula e cálculo de 2,5 cm, sem intercorrências. Discussão Este caso exemplifica a complexidade do tratamento da coledocolitíase, especialmente em cálculos volumosos ou de difícil acesso, caracterizando coledocolitíase complexa. Embora a CPRE seja o método preferencial para remoção dos cálculos, técnicas adicionais como litotripsia podem ser necessárias para resolução completa. A integração entre CPRE e colecistectomia laparoscópica é fundamental para manejo eficaz, com CPRE realizada previamente para desobstrução e remoção dos cálculos, seguida da colecistectomia eletiva para prevenção de recidivas.
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Referências
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