Carcinoma epidermóide de esôfago com comprometimento distal e linfonodomegalias: relato de caso

Autores

  • Maria Correa da Fonseca Andrade Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil. https://orcid.org/0009-0009-5657-3485
  • Brenda Martines Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.
  • Rodrigo Frati Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.
  • Laura Delboni AgnesiniLaura Delboni Agnesini Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.
  • Sofia Di Nur Wakabayashi Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.
  • Maria Eduarda Costa Nunes Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238589

Palavras-chave:

Esofago, Carcinoma, Epidermoide, Linfonodomegalias, Tomografia, Neoplasia

Resumo

O carcinoma epidermóide de esôfago é uma neoplasia agressiva, frequentemente associada a fatores de risco como tabagismo e consumo de álcool. Apresenta-se geralmente em estágio avançado, com sintomas como disfagia progressiva e perda ponderal. A endoscopia digestiva alta e a tomografia computadorizada são essenciais para o diagnóstico, estadiamento e definição do tratamento. Este relato descreve um caso de carcinoma epidermóide grau II com extensão distal e linfonodomegalias, evidenciando os desafios diagnósticos e a importância da abordagem multidisciplinar. Relato de Caso Um homem de 65 anos procurou avaliação médica devido a disfagia progressiva e perda ponderal não quantificada. A endoscopia digestiva alta revelou lesão vegetante, infiltrativa e friável, ocupando toda a circunferência do esôfago a partir de 28 cm da arcada dentária superior (ADS) até a transição esofagogástrica (40 cm da ADS), com infiltração local e estenose que dificultava a passagem do endoscópio. As biópsias confirmaram carcinoma epidermóide grau II invasivo. A tomografia computadorizada demonstrou espessamento irregular do esôfago distal e cárdia, com extensão de 7,8 cm, ectasia esofágica proximal e linfonodomegalias paraesofágicas e no ligamento hepatogástrico, sugerindo comprometimento nodal. O paciente foi encaminhado para avaliação oncológica multidisciplinar para estadiamento completo e definição terapêutica. Discussão O carcinoma epidermóide representa cerca de 90% dos casos em regiões de alta incidência, como Ásia e América do Sul, estando fortemente associado ao tabagismo e ao consumo de álcool. A extensão tumoral e o envolvimento linfonodal indicam estádio III (T3N1-3M0), com prognóstico reservado devido ao risco de metástases à distância. A endoscopia é fundamental para diagnóstico histológico, enquanto a tomografia define a extensão local e nodal. A ectasia esofágica proximal reflete obstrução mecânica, aumentando riscos de aspiração e desnutrição. A infiltração da cárdia limita opções cirúrgicas, podendo exigir gastrectomia total ou interposição colônica. 

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Referências

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Hölscher AH, Bollschweiler E, Schneider PM, Siewert JR. Prognosis of early esophageal cancer. Comparison between adeno- and squamous cell carcinoma. Cancer 1995; 76:178.

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Publicado

2025-07-02

Como Citar

Andrade, M. C. da F. ., Martines, B. ., Frati, R. ., Agnesini, L. D. A. D. ., Wakabayashi, S. D. N. ., & Nunes, M. E. C. . (2025). Carcinoma epidermóide de esôfago com comprometimento distal e linfonodomegalias: relato de caso. Revista De Medicina, 104(4 esp.), e-238589. https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238589