Carcinoma epidermóide de esôfago com comprometimento distal e linfonodomegalias: relato de caso
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238589Palavras-chave:
Esofago, Carcinoma, Epidermoide, Linfonodomegalias, Tomografia, NeoplasiaResumo
O carcinoma epidermóide de esôfago é uma neoplasia agressiva, frequentemente associada a fatores de risco como tabagismo e consumo de álcool. Apresenta-se geralmente em estágio avançado, com sintomas como disfagia progressiva e perda ponderal. A endoscopia digestiva alta e a tomografia computadorizada são essenciais para o diagnóstico, estadiamento e definição do tratamento. Este relato descreve um caso de carcinoma epidermóide grau II com extensão distal e linfonodomegalias, evidenciando os desafios diagnósticos e a importância da abordagem multidisciplinar. Relato de Caso Um homem de 65 anos procurou avaliação médica devido a disfagia progressiva e perda ponderal não quantificada. A endoscopia digestiva alta revelou lesão vegetante, infiltrativa e friável, ocupando toda a circunferência do esôfago a partir de 28 cm da arcada dentária superior (ADS) até a transição esofagogástrica (40 cm da ADS), com infiltração local e estenose que dificultava a passagem do endoscópio. As biópsias confirmaram carcinoma epidermóide grau II invasivo. A tomografia computadorizada demonstrou espessamento irregular do esôfago distal e cárdia, com extensão de 7,8 cm, ectasia esofágica proximal e linfonodomegalias paraesofágicas e no ligamento hepatogástrico, sugerindo comprometimento nodal. O paciente foi encaminhado para avaliação oncológica multidisciplinar para estadiamento completo e definição terapêutica. Discussão O carcinoma epidermóide representa cerca de 90% dos casos em regiões de alta incidência, como Ásia e América do Sul, estando fortemente associado ao tabagismo e ao consumo de álcool. A extensão tumoral e o envolvimento linfonodal indicam estádio III (T3N1-3M0), com prognóstico reservado devido ao risco de metástases à distância. A endoscopia é fundamental para diagnóstico histológico, enquanto a tomografia define a extensão local e nodal. A ectasia esofágica proximal reflete obstrução mecânica, aumentando riscos de aspiração e desnutrição. A infiltração da cárdia limita opções cirúrgicas, podendo exigir gastrectomia total ou interposição colônica.
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Referências
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