Carcinoma hepatocelular avançado com trombose da veia porta e sangramento por varizes esofágicas: relato de caso

Autores

  • Marco Antonio Araujo Cunha Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil. https://orcid.org/0009-0009-5657-3485
  • Mateus Carlos Andrade Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.
  • Enzo Radaic Pastore Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.
  • Murilo Marcelino Bono Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.
  • Brenda Martines Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.
  • Rodrigo Frati Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238593

Palavras-chave:

Carcinoma, Varizes, Trombose, Fígado, Hepatocelular, Sangramento

Resumo

O carcinoma hepatocelular (CHC) é o tumor primário mais comum do fígado, frequentemente associado a doenças hepáticas crônicas. A apresentação clínica varia desde sintomas inespecíficos até manifestações graves, como insuficiência hepática, trombose da veia porta e sangramento por varizes esofágicas decorrentes da hipertensão portal. O diagnóstico precoce é essencial para possibilitar tratamentos curativos. Relato de Caso Um homem de 59 anos, com hepatite C crônica há 10 anos, procurou atendimento médico queixando-se de dor no hipocôndrio direito há dois meses, associada a hiporexia, náuseas, vômitos e perda ponderal de 12 kg. Referiu fezes escuras e fétidas e episódio de hematêmese no dia da consulta. No exame físico, encontrava-se em bom estado geral, estável hemodinamicamente, porém ictérico(+2/+4). O abdome estava globoso, levemente distendido e doloroso no quadrante superior, com hepatomegalia. Os exames laboratoriais mostraram elevação das enzimas hepáticas (TGO 589 U/L,TGP 204 U/L), bilirrubinas totais e diretas elevadas (BT3,6 mg/dL, BD 3,2mg/dL), GGT(1991U/L) e fosfatase alcalina (646U/L) marcadamente elevadas. A alfa-fetoproteína estava extremamente elevada (488.000 ng/mL). A tomografia evidenciou múltiplas lesões hipervascularizadas com invasão e trombose neoplásica da veia porta. A endoscopia revelou varizes esofágicas, com sangramento ativo, tratadas com ligadura elástica e injeção esclerosante. Durante o procedimento, o paciente apresentou hematêmese maciça e broncoaspiração, sendo transferido para UTI. Devido ao estágio avançado da doença, optou-se por medidas paliativas. O paciente faleceu um dia após a admissão. Discussão O CHC é uma neoplasia agressiva que geralmente se desenvolve em fígados cirróticos, especialmente em pacientes com hepatite C crônica. A trombose da veia porta indica doença avançada e pior prognóstico. A alfa-fetoproteína é um marcador útil para diagnóstico e acompanhamento. O manejo endoscópico é fundamental para controle do sangramento, mas hemorragias maciças podem ser fatais. 

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Referências

Management of Hepatocellular Carcinoma With Portal Vein Thrombosis. Quirk M, Kim YH, Saab S, Lee EW. World Journal of Gastroenterology. 2015;21(12):3462-71. doi:10.3748/wjg.v21.i12.3462.

Hepatocellular Carcinoma With Portal Vein Tumor Involvement: Best Management Strategies. Liu PH, Huo TI, Miksad RA. Seminars in Liver Disease. 2018;38(3):242-251. doi:10.1055/s-0038-1666805.

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Publicado

2025-07-02

Como Citar

Cunha, M. A. A. ., Andrade, M. C. ., Pastore, E. R. ., Bono, M. M. ., Martines, B. ., & Frati, R. . (2025). Carcinoma hepatocelular avançado com trombose da veia porta e sangramento por varizes esofágicas: relato de caso. Revista De Medicina, 104(4 esp.), e-238593. https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238593