Carcinoma hepatocelular avançado em paciente com hepatite c crônica: desafios diagnósticos e terapêuticos

Autores

  • Winycius Majela Benincá Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil. https://orcid.org/0009-0009-5657-3485 (não autenticado)
  • Bruno Galvão Barbosa Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.
  • Matheus Rodrigues Aguilar Figueiredo Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.
  • Liz Cristina Motta Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.
  • Bruno Verza de Azevedo Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.
  • Brenda Martines Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238606

Palavras-chave:

Hemorragia Digestiva Alta, Hepatocarcinoma, Hepatite C, Endoscopia

Resumo

 O carcinoma hepatocelular (CHC) é o tumor maligno primário mais comum do fígado, frequentemente associado a doenças hepáticas crônicas como hepatite C, cirrose e esteatohepatite alcoólica. A progressão silenciosa da doença dificulta o diagnóstico precoce, resultando em muitos casos diagnosticados em estágios avançados, quando as opções terapêuticas são limitadas e o prognóstico é desfavorável. Complicações como hipertensão portal, trombose da veia porta e hemorragia por varizes esofágicas agravam o quadro clínico. Relato de Caso Homem de 58 anos, com hepatite C crônica há 10 anos, procurou atendimento com queixas de dor abdominal há dois meses, associada a hiporexia, náuseas, vômitos e perda ponderal de 12 kg. Referiu fezes escuras e episódio de hematêmese recente. No exame físico, apresentava icterícia e hepatomegalia, porém estava hemodinamicamente estável. Os exames laboratoriais mostraram elevação das enzimas hepáticas, bilirrubinas totais e diretas elevadas, além de marcante aumento da gama-glutamiltransferase e fosfatase alcalina. A alfa-fetoproteína estava extremamente elevada (488.000 ng/mL). A tomografia computadorizada evidenciou múltiplas lesões hipervascularizadas no fígado, com realce arterial e washout, além de trombose neoplásica da veia porta. A endoscopia digestiva alta revelou varizes esofágicas sangrantes, tratadas com ligadura elástica. Durante o procedimento, o paciente apresentou hematêmese maciça e broncoaspiração, evoluindo para colapso pulmonar e necessidade de UTI. Devido ao quadro avançado, optou-se por cuidados paliativos, e o paciente faleceu 10 horas após a internação.Discussão O CHC é uma neoplasia agressiva que frequentemente surge em fígados cirróticos, principalmente em pacientes com hepatite C crônica. A trombose da veia porta indica doença avançada e pior prognóstico. A alfa-fetoproteína é um marcador importante para diagnóstico e acompanhamento. Complicações da hipertensão portal, como varizes esofágicas e hemorragias, aumentam a morbimortalidade. O manejo endoscópico é essencial para controle do sangramento, mas episódios graves podem ser fatais, especialmente em pacientes com função hepática comprometida. 

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Referências

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Publicado

2025-07-03

Como Citar

Benincá, W. M. ., Barbosa, B. G. ., Figueiredo, M. R. A. ., Motta, L. C. ., Azevedo, B. V. de ., & Martines, B. . (2025). Carcinoma hepatocelular avançado em paciente com hepatite c crônica: desafios diagnósticos e terapêuticos. Revista De Medicina, 104(4 esp.), e-238606. https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238606