Carcinoma hepatocelular com colangiocarcinoma combinado em paciente com hepatite c crônica: relato de caso
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238607Palavras-chave:
Carcinoma Hepatocelular, Colangiocarcinoma, Hepatite c Crônica, Trombose, Neoplasias, Relatos de CasosResumo
O carcinoma hepatocelular (CHC) é a principal neoplasia maligna do fígado, frequentemente associada a cirrose e hepatopatias crônicas, especialmente as relacionadas à infecção pelo vírus da hepatite C. Em casos raros, pode ocorrer tumor combinado, com características tanto de CHC quanto de colangiocarcinoma, resultando em neoplasia agressiva e de difícil manejo. O diagnóstico precoce e a diferenciação histológica são essenciais para o planejamento terapêutico adequado. Relato de Caso Um homem de 53 anos, com hepatopatia crônica decorrente de hepatite C, procurou atendimento relatando dor abdominal difusa e astenia. Negava vômitos, alterações intestinais ou sangramentos, mantendo evacuações normais. A tomografia computadorizada evidenciou doença hepática crônica, com massa sólida infiltrativa e heterogênea de 9,5 cm no lobo direito, associada à trombose tumoral do ramo portal direito, estendendo-se ao tronco portal e à junção esplenomesentérica. Outras lesões menores no lobo direito sugeriam metástases. A biópsia hepática revelou neoplasia maligna pouco diferenciada. O estudo imuno-histoquímico demonstrou positividade parcial para marcadores hepáticos (arginase) e biliares (CK7, CK19), além de expressão intensa de P53 e Ki67 em 40%, confirmando carcinoma hepatocelular com componente de colangiocarcinoma combinado, indicando tumor agressivo. Discussão Este caso exemplifica a evolução de hepatopatia crônica por hepatite C não tratada, culminando em neoplasia hepática rara e agressiva. O carcinoma combinado hepatocelular-colangiocarcinoma apresenta características histológicas e biológicas de ambos os tumores, com comportamento invasivo e pior prognóstico. A trombose tumoral do ramo portal classifica a lesão como LIRADS-TIV, indicando invasão vascular, principal fator limitante para o tratamento e agravante do prognóstico. O diagnóstico definitivo depende da análise morfológica e do perfil imuno-histoquímico, como neste caso. O manejo é complexo e multidisciplinar, frequentemente restrito a terapias paliativas devido à extensão e invasão vascular. O prognóstico reservado reforça a importância do rastreamento e acompanhamento rigoroso em pacientes com hepatopatia crônica.
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Referências
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