Carcinoma papilífero de tireoide com extensão extracapsular e linfonodomegalias metastáticas: relato de caso
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238617Palavras-chave:
Câncer, Tireoide, Ultrassonografia, Paaf, Carcinoma Papilífero, LinfonodoResumo
O carcinoma papilífero da tireoide é o tipo mais comum de câncer de tireoide, representando cerca de 80% dos casos. Geralmente apresenta crescimento lento e bom prognóstico, mas pode manifestar extensão extracapsular e metástases linfonodais cervicais, o que influencia o manejo e o prognóstico. A detecção precoce ocorre frequentemente de forma incidental em ultrassonografias, que classificam nódulos suspeitos pelo sistema TI-RADS. A punção aspirativa por agulha fina (PAAF) é o padrão-ouro para confirmação histológica.Relato de Caso Uma mulher de 52 anos submeteu-se a exame ginecológico de rotina, no qual foi identificado um nódulo tireoidiano suspeito. A ultrassonografia da tireoide revelou um nódulo sólido, irregular e hipoecoico no lobo direito, medindo aproximadamente 3,5 cm. O nódulo apresentava margens espiculadas e extensão extracapsular, com invasão da cápsula tireoidiana e contiguidade para tecidos adjacentes. Observou-se microcalcificações puntiformes disseminadas no interior do nódulo, altamente sugestivas de malignidade. A avaliação ultrassonográfica cervical mostrou múltiplas linfonodomegalias nos níveis jugular, VI e IV, com perda do hilo gorduroso, contornos irregulares e microcalcificações intranodais, indicando provável acometimento metastático. Realizou-se PAAF do nódulo, e o exame citopatológico confirmou carcinoma papilífero da tireoide. Discussão O carcinoma papilífero da tireoide é frequentemente assintomático nos estágios iniciais, sendo detectado incidentalmente em exames de imagem. Microcalcificações no nódulo e nos linfonodos são achados ultrassonográficos altamente sugestivos de malignidade, associados a maior agressividade tumoral e risco de metástases regionais. A extensão extracapsular indica invasão além da cápsula, correlacionando-se a maior risco de recidiva e pior prognóstico. A presença de linfonodomegalias metastáticas reforça a necessidade de tireoidectomia total e dissecção cervical, seguida de terapias complementares como ablação com iodo radioativo. A PAAF é essencial para diagnóstico definitivo, diferenciando lesões benignas e malignas e orientando o tratamento.
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