Carcinoma renal cromófobo - uma variante de melhor prognóstico entre os tumores renais: relato de caso
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238618Palavras-chave:
Carcinoma Renal Cromófobo, Neoplasia Renal, Nefrectomia, Instabilidade CromossômicaResumo
Carcinoma de células renais (CCR) é o tipo mais comum de câncer renal. O subtipo mais prevalente é o carcinoma de células claras (CCC), responsável por 70% dos casos. O carcinoma cromófobo de células renais (CCCR) é o terceiro subtipo mais frequente, representando aproximadamente 5%. O CCCR geralmente é diagnosticado em estágios iniciais, e a nefrectomia é o tratamento padrão. Relato de Caso Mulher de 56 anos, previamente assintomática, foi encaminhada ao serviço oncológico após o achado incidental de uma massa no rim esquerdo em exame de rotina. Exame físico e os exames laboratoriais, incluindo hemograma e função renal e hepática, estavam normais. A tomografia computadorizada confirmou lesão hipovascularizada de 8x6x7cm no terço inferior do rim esquerdo, predominantemente endofítica, sem extensão vascular, com ampla superfície de contato com a via excretora. A paciente foi submetida à nefrectomia esquerda videolaparoscópica, sem intercorrências. Análise anatomopatológica revelou carcinoma de células claras variante clássica, com necrose intratumoral em 20% da lesão. O tumor não comprometeu o sistema pielocalicinal, tecido adiposo perinéfrico ou veia renal, com margens cirúrgicas livres, sendo estadiado como pT3a. A paciente apresentou recuperação satisfatória, recebeu alta no quinto dia pós-operatório e foi orientada para acompanhamento multidisciplinar e vigilância. Discussão O CCCR afeta predominantemente mulheres mais jovens e é frequentemente assintomático no diagnóstico, sendo detectado incidentalmente em exames de imagem. Quando sintomáticos, apresentam dor no flanco, hematúria e massa abdominal, sugerindo doença avançada. A tomografia computadorizada é essencial para detecção e estadiamento, mas a confirmação do subtipo depende da histopatologia. O CCCR caracteriza-se por lesões sólidas, heterogêneas e bem delimitadas, restritas ao rim. Na imunohistoquímica, as células tumorais são positivas para CD117 e CK7. Molecularmente, o CCCR apresenta aneuploidia com perda de cópias dos cromossomos 1, 2, 6, 10, 13 e 17, associada à perda do fator de transcrição HNF1B.
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Referências
Ministério da Saúde – PORTARIA CONJUNTA SAES/SCTIE/MS No 20, DE 27 DE OUTUBRO DE 2022 - Carcinoma de Células Renais
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