Carcinoma urotelial invasivo de bexiga em paciente idoso: relato de caso
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238620Palavras-chave:
Carcinoma Urotelial de Bexiga, Neoplasia Vesical, Câncer Urológico, Cistectomia Radical, Reconstrução Urinária Tipo Bricker, Diagnóstico por Imagem UrológicaResumo
O carcinoma urotelial da bexiga é a neoplasia mais comum do trato urinário inferior, com maior incidência em pacientes idosos. A hematúria, frequentemente o primeiro sintoma, pode indicar tumores vesicais, especialmente quando persistente e associada a lesões vegetantes detectadas por exames de imagem. A invasão da musculatura detrusora caracteriza doença avançada, que requer tratamento agressivo, geralmente com cirurgia radical. Relato de Caso Um homem de 75 anos apresentou hematúria macroscópica intermitente por aproximadamente oito meses. Inicialmente, buscou atendimento após notar sangue na urina, sem outros sintomas. A ultrassonografia abdominal revelou lesão vegetante intra-vesical de cerca de 8 cm, levando à ressecção transuretral do tumor (RTU) para diagnóstico e tratamento inicial. O exame anatomopatológico confirmou carcinoma urotelial invasivo da musculatura detrusora. A tomografia computadorizada de abdome e pelve identificou lesão vegetante irregular na parede posterior da bexiga, estendendo-se ao assoalho vesical e parede lateral esquerda, medindo 6,2 x 2,5 cm, com infiltração transmural suspeita. A lesão comprometia a junção ureterovesical esquerda, causando hidronefrose moderada e afilamento do parênquima renal. Outras lesões menores estavam presentes nas paredes vesicais anterior e posterior direita e no assoalho vesical direito. Diante da extensão e invasão muscular, realizou-se cistectomia radical com reconstrução urinária tipo Bricker. O paciente evoluiu bem no pós-operatório e permanece em acompanhamento oncológico regular, sem sinais de recidiva. Discussão O carcinoma urotelial invasivo da bexiga representa desafio diagnóstico e terapêutico, especialmente em idosos com comorbidades. A hematúria persistente é sinal fundamental para suspeita, exigindo investigação detalhada por imagem e endoscopia. A ultrassonografia identifica lesões vegetantes, mas a tomografia avalia melhor extensão tumoral e complicações, como infiltração transmural e obstrução ureteral. A invasão muscular indica pior prognóstico e necessidade de tratamento agressivo. A cistectomia radical é padrão-ouro para tumores invasivos, e a reconstrução tipo Bricker restaura função urinária, demandando acompanhamento cuidadoso.
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