Colecistite aguda calculosa em paciente com comorbidades e antecedente oncológico: relato de caso

Autores

  • Luiza Napolitano de Arruda Faculdade de Medicina do ABC (FMABC). Santo André, SP. Brasil. https://orcid.org/0009-0009-5657-3485 (não autenticado)
  • Victor Hondo Silva de Moraes Faculdade de Medicina do ABC (FMABC). Santo André, SP. Brasil.
  • Mauri Brandão de Medeiros Neto Faculdade de Medicina do ABC (FMABC). Santo André, SP. Brasil.
  • Ana Beatriz de Souza Dourado Faculdade de Medicina do ABC (FMABC). Santo André, SP. Brasil.
  • Brenda Martines Faculdade de Medicina do ABC (FMABC). Santo André, SP. Brasil.
  • Rodrigo Frati Faculdade de Medicina do ABC (FMABC). Santo André, SP. Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238625

Palavras-chave:

Colecistite, Vesícula Biliar, Oncológico, Cistoscopia, Tabagismo, Colecistectomia

Resumo

 A colecistite aguda calculosa é uma emergência abdominal comum, frequentemente causada pela impactação de cálculos na vesícula biliar. O diagnóstico e tratamento precoces são essenciais, especialmente em pacientes com múltiplas comorbidades, para evitar complicações e garantir boa recuperação. Relato de Caso Uma mulher foi encaminhada ao PS com dor abdominal iniciada há três dias, inicialmente em região epigástrica e migrando para o hipocôndrio direito. Relatava náuseas, vômitos e má-aceitação alimentar nos dois dias anteriores à admissão, sem febre, sangramentos ou diarreia. O início dos sintomas ocorreu após ingestão de norfloxacino, prescrito após cistoscopia. A ultrassonografia abdominal evidenciou vesícula biliar hiperdistendida (10 cm), com paredes espessadas e delaminadas (0,7 cm), além de cálculo único imóvel de 5,4 cm. O sinal de Murphy ultrassonográfico foi positivo. A tomografia confirmou distensão vesicular, espessamento parietal irregular, cálculo volumoso e pequena quantidade de líquido perivesicular, sugerindo colecistite aguda inflamatória, além de discreto líquido livre na cavidade abdominal. A paciente apresentava antecedentes de neoplasia de bexiga tratada com BCG. Foi indicada colecistectomia, realizada sem intercorrências. A paciente evoluiu bem, com resolução dos sintomas e alta em condições estáveis. Discussão Este caso ilustra a apresentação típica da colecistite aguda calculosa, confirmada por achados clínicos e de imagem. O tratamento cirúrgico, mesmo em pacientes com múltiplas comorbidades e antecedentes oncológicos, pode ser seguro e eficaz quando realizado precocemente com suporte multidisciplinar. A evolução favorável reforça a importância do diagnóstico e intervenção tempestivos, minimizando riscos e promovendo recuperação adequada. A ausência de febre e icterícia não exclui o diagnóstico, pois pacientes idosos ou imunossuprimidos podem apresentar manifestações atípicas. O manejo multidisciplinar é fundamental para otimizar o prognóstico e reduzir complicações em pacientes complexos.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Referências

-

Downloads

Publicado

2025-07-03

Como Citar

Arruda, L. N. de ., Moraes, V. H. S. de ., Neto, M. B. de M. ., Dourado, A. B. de S. ., Martines, B. ., & Frati, R. . (2025). Colecistite aguda calculosa em paciente com comorbidades e antecedente oncológico: relato de caso. Revista De Medicina, 104(4 esp.), e-238625. https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238625