Colecistite aguda calculosa em paciente com comorbidades e antecedente oncológico: relato de caso
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238625Palavras-chave:
Colecistite, Vesícula Biliar, Oncológico, Cistoscopia, Tabagismo, ColecistectomiaResumo
A colecistite aguda calculosa é uma emergência abdominal comum, frequentemente causada pela impactação de cálculos na vesícula biliar. O diagnóstico e tratamento precoces são essenciais, especialmente em pacientes com múltiplas comorbidades, para evitar complicações e garantir boa recuperação. Relato de Caso Uma mulher foi encaminhada ao PS com dor abdominal iniciada há três dias, inicialmente em região epigástrica e migrando para o hipocôndrio direito. Relatava náuseas, vômitos e má-aceitação alimentar nos dois dias anteriores à admissão, sem febre, sangramentos ou diarreia. O início dos sintomas ocorreu após ingestão de norfloxacino, prescrito após cistoscopia. A ultrassonografia abdominal evidenciou vesícula biliar hiperdistendida (10 cm), com paredes espessadas e delaminadas (0,7 cm), além de cálculo único imóvel de 5,4 cm. O sinal de Murphy ultrassonográfico foi positivo. A tomografia confirmou distensão vesicular, espessamento parietal irregular, cálculo volumoso e pequena quantidade de líquido perivesicular, sugerindo colecistite aguda inflamatória, além de discreto líquido livre na cavidade abdominal. A paciente apresentava antecedentes de neoplasia de bexiga tratada com BCG. Foi indicada colecistectomia, realizada sem intercorrências. A paciente evoluiu bem, com resolução dos sintomas e alta em condições estáveis. Discussão Este caso ilustra a apresentação típica da colecistite aguda calculosa, confirmada por achados clínicos e de imagem. O tratamento cirúrgico, mesmo em pacientes com múltiplas comorbidades e antecedentes oncológicos, pode ser seguro e eficaz quando realizado precocemente com suporte multidisciplinar. A evolução favorável reforça a importância do diagnóstico e intervenção tempestivos, minimizando riscos e promovendo recuperação adequada. A ausência de febre e icterícia não exclui o diagnóstico, pois pacientes idosos ou imunossuprimidos podem apresentar manifestações atípicas. O manejo multidisciplinar é fundamental para otimizar o prognóstico e reduzir complicações em pacientes complexos.
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