Colecistite aguda em adolescente com cálculo impactado no infundíbulo
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238627Palavras-chave:
Colecistite, Aguda, Adolescente, Infundíbulo, Urgência, CirurgiaResumo
A colecistite aguda é a inflamação súbita da vesícula biliar, geralmente causada pela obstrução do ducto cístico por cálculos biliares. Essa condição provoca dor abdominal intensa, febre e sintomas gastrointestinais como náuseas e vômitos. O diagnóstico baseia-se principalmente em exames de imagem, especialmente ultrassonografia, que identifica cálculos e sinais inflamatórios. O tratamento definitivo é cirúrgico, preferencialmente por videolaparoscopia.Relato de Caso Uma jovem de 17 anos apresentou dor abdominal intensa há uma semana, com piora significativa nos últimos quatro dias, associada a febre, náuseas e vômitos. Na admissão, encontrava-se hemodinamicamente estável, consciente e em bom estado geral, porém com dor à palpação no andar superior do abdome. Os exames laboratoriais mostraram discreto aumento das enzimas hepáticas (GGT 113 U/L, TGP 60 U/L), leucocitose leve (11.930/mm³) e PCR elevado (33 mg/L), sugerindo processo inflamatório. Amilase e lipase estavam normais, afastando pancreatite. A ultrassonografia abdominal revelou vesícula distendida, com paredes espessadas e múltiplos cálculos, incluindo um impactado no infundíbulo medindo 0,9 cm. A tomografia confirmou sinais de colecistite aguda, com densificação da gordura perivesicular. Realizou-se colecistectomia videolaparoscópica com sucesso. A paciente evoluiu bem e recebeu alta no terceiro dia pós-operatório.Discussão A colecistite aguda é uma complicação comum da colelitíase, causada pela impactação de cálculo no ducto cístico, resultando em obstrução e inflamação da vesícula. Os sintomas clássicos incluem dor contínua no hipocôndrio direito ou epigástrio, febre, náuseas e vômitos, frequentemente agravados pela alimentação. O diagnóstico combina história clínica, exame físico e exames de imagem, especialmente ultrassonografia. Exames laboratoriais podem mostrar leucocitose e elevação de marcadores inflamatórios, enquanto enzimas pancreáticas permanecem normais.A colecistectomia videolaparoscópica precoce, idealmente nas primeiras 24 a 48 horas, reduz morbimortalidade e tempo de internação, proporcionando recuperação rápida e menor risco de complicações.
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Referências
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