Colecistite aguda gangrenosa em paciente de alto risco cardiovascular

Autores

  • Leonardo Guimarães Stocco Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil. https://orcid.org/0009-0009-5657-3485 (não autenticado)
  • Lídice Valeriana Oliveira Diop Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.
  • Larissa dos Santos Pedroso Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.
  • Brenda Martines Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.
  • Rodrigo Frati Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238643

Palavras-chave:

Colecistite Aguda Gangrenosa, Vesícula Biliar, Abdomen Agudo Inflamatório, Cirurgia do Aparelho Digestivo, Urgências Cirúrgicas, Colelitíase

Resumo

 A colecistite aguda é uma inflamação da vesícula biliar, frequentemente associada a cálculos biliares, que pode evoluir para formas graves como a colecistite gangrenosa, especialmente em pacientes com múltiplas comorbidades. O manejo torna-se ainda mais desafiador em indivíduos com alto risco cardiovascular, como aqueles com síndrome coronariana aguda recente. Relato de Caso Uma mulher de 58 anos, com hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus e dislipidemia, foi internada em unidade de terapia intensiva (UTI) por síndrome coronariana aguda (SCA). Após estabilização, transferiram-na para enfermaria, onde evoluiu com dor no hipocôndrio direito, náuseas e vômitos. A tomografia computadorizada (TC) abdominal indicou colecistite aguda, com vesícula hidrópica com espessamento e solução de continuidade parietal, além de alteração perfusional do parênquima hepático adjacente. Considerada de alto risco cardiovascular, a paciente foi submetida à colecistectomia convencional. Durante a cirurgia, identificaram coleção purulenta entre vesícula e fígado, parede vesicular necrótica e múltiplos cálculos. Apresentou bradicardia e oscilações pressóricas, manejadas com drogas vasoativas. O exame anatomopatológico confirmou colecistite crônica calculosa em surto agudo gangrenoso. No pós-operatório, a paciente foi para UTI, extubada no primeiro dia, recebeu alta hospitalar no quarto dia e evoluiu favoravelmente. Discussão A colecistite gangrenosa é uma complicação grave da colecistite aguda, associada à obstrução prolongada do ducto cístico e infecção secundária. Pacientes com comorbidades, especialmente diabéticos e portadores de doença cardiovascular, têm maior risco de evolução para formas graves. O diagnóstico precoce por ultrassonografia e TC é fundamental para o planejamento cirúrgico. Neste caso, sinais de gravidade como espessamento, delaminação e necrose transmural indicaram cirurgia mesmo com alto risco cardiovascular. A colecistectomia convencional, associada a suporte intensivo, foi essencial para controle da infecção e prevenção de complicações. O manejo intraoperatório das instabilidades hemodinâmicas e o suporte em UTI foram determinantes para o desfecho favorável.

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Referências

Risk Factors for Acute Gangrenous Cholecystitis in Emergency General Surgery Patients. Bourikian S, Anand RJ, Aboutanos M, Wolfe LG, Ferrada P. American Journal of Surgery. 2015;210(4):730-3. doi:10.1016/j.amjsurg.2015.05.003.

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Publicado

2025-07-04

Como Citar

Stocco, L. G. ., Diop, L. V. O. ., Pedroso, . L. dos S. ., Martines, B. ., & Frati, R. . (2025). Colecistite aguda gangrenosa em paciente de alto risco cardiovascular. Revista De Medicina, 104(4 esp.), e-238643. https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238643