Complexidade do manejo do traumatismo cranioencefálico associado a hemorragia subaracnóidea por ruptura de aneurisma cerebral

Autores

  • Vinícius Ravena Lourenço Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil. https://orcid.org/0009-0009-5657-3485 (não autenticado)
  • Brenda Martines Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.
  • Rodrigo Frati Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.
  • Matheus Ronchi Rezende Jacinto Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.
  • Taciana Pereira Boog Betoni Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.
  • João Pedro Leal Puppin Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238647

Palavras-chave:

Tce, Aneurisma, Hsa

Resumo

 O traumatismo cranioencefálico (TCE) associado à hemorragia subaracnóidea (HSA) por ruptura de aneurisma cerebral é uma condição neurológica grave que exige diagnóstico rápido e intervenção cirúrgica imediata. A clipagem microcirúrgica do aneurisma, associada ao monitoramento da pressão intracraniana e manejo intensivo, é uma estratégia consolidada para reduzir mortalidade e morbidade neurológica nesses casos. Relato de Caso Uma mulher de 63 anos, ex-tabagista e previamente hígida, foi admitida no pronto-socorro após queda com traumatismo cranioencefálico e rebaixamento do nível de consciência (Glasgow 13). A tomografia revelou hemorragia subaracnóidea Fisher grau 3 e aneurisma da artéria comunicante anterior (ACoA), classificado como WFNS 2. No mesmo dia, a equipe realizou craniotomia pterional esquerda para clipagem microcirúrgica do aneurisma, com monitorização da pressão intracraniana e instalação de derivação ventricular externa. Durante a internação, a paciente apresentou vasoespasmo cerebral recorrente, tratado com ajustes de drogas vasoativas, além de hipocalemia leve corrigida com reposição. Evoluiu neurologicamente com afasia residual, mantendo Glasgow 15, orientação espacial preservada e capacidade para seguir comandos complexos. Após 38 dias, recebeu alta hospitalar em condições estáveis, com indicação de acompanhamento ambulatorial e fisioterapia. Discussão O manejo do TCE associado à HSA por ruptura de aneurisma cerebral é altamente complexo, exigindo abordagem multidisciplinar e vigilância intensiva. A HSA aumenta o risco de vasoespasmo cerebral, que pode causar isquemia secundária e agravar o prognóstico. O controle rigoroso do vasoespasmo, por meio de drogas vasoativas e monitoramento contínuo, é fundamental para evitar sequelas neurológicas graves. O aumento da pressão intracraniana é outro desafio frequente, podendo levar à herniação cerebral se não for adequadamente tratado. A instalação de derivação ventricular externa permite controle efetivo da pressão e prevenção de complicações. O sucesso terapêutico depende do diagnóstico rápido, intervenção cirúrgica precisa e reabilitação precoce, visando à melhor qualidade de vida possível para o paciente.

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Referências

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Publicado

2025-07-04

Como Citar

Lourenço, V. R. ., Martines, B. ., Frati, R. ., Jacinto, M. R. R. ., Betoni, T. P. B. ., & Puppin, J. P. L. . (2025). Complexidade do manejo do traumatismo cranioencefálico associado a hemorragia subaracnóidea por ruptura de aneurisma cerebral. Revista De Medicina, 104(4 esp.), e-238647. https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238647