Fístula complexa retossigmóide com coleção pélvica: relato de caso e manejo videolaparoscópico
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238668Palavras-chave:
Fístula, Anorretal, Complexa, Retossigmoide, Antibioticoterapia, VideolaparoscopiaResumo
As fístulas anorretais e as associadas a doenças do cólon representam um desafio clínico e cirúrgico devido à complexidade anatômica e ao risco de complicações infecciosas. A presença de coleções em contato com trajetos fistulosos pode agravar o quadro clínico, exigindo abordagem cirúrgica combinada com antibioticoterapia adequada. A videolaparoscopia tem se mostrado eficaz para drenagem e controle dessas coleções, promovendo menor morbidade e recuperação acelerada. Relato de Caso Homem de 26 anos apresentou vômitos e diarreia por cerca de 20 dias, com resolução espontânea dos sintomas gastrointestinais, mas manteve dor abdominal leve. A tomografia computadorizada de abdome e pelve revelou espessamento acentuado e hiperrealce parietal no segmento distal do cólon sigmóide e transição retossigmóide, além de extensa densificação dos planos adiposos adjacentes. Identificou-se coleção no recesso peritoneal pélvico, em amplo contato com a transição retossigmóide, medindo 5,4 cm, em continuidade com trajeto fistuloso bifurcado paramediano à esquerda, com um ramo em fundo cego e outro direcionado a alças do intestino delgado. Colonoscopia evidenciou abaulamento com mucosa lisa e parcialmente enantemática a 18cm da borda anal. Paciente foi submetido a drenagem videolaparoscópica da coleção, com colocação de dreno penrose, sem intercorrências. Recebeu antibioticoterapia intravenosa com ceftriaxona e metronidazol por dois dias e analgésicos. Evoluiu com estabilidade clínica, controle da dor, ferida operatória satisfatória, diurese e evacuação normais no terceiro dia pós-operatório. Recebeu alta com prescrição de ciprofloxacino e metronidazol orais, com retorno ambulatorial programado. Discussão Fístulas complexas associadas ao cólon sigmóide e retossigmoide, especialmente com coleções abscedadas, requerem abordagem multidisciplinar para controle da infecção e preservação da função intestinal. A tomografia computadorizada é fundamental para avaliar extensão, localização da coleção e trajeto fistuloso, orientando a terapia. Drenagem videolaparoscópica é técnica minimamente invasiva eficaz, reduzindo complicações e acelerando a recuperação. A antibioticoterapia combinada é essencial para controle da infecção.
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