Fístula complexa retossigmóide com coleção pélvica: relato de caso e manejo videolaparoscópico

Autores

  • Pedro Eugenio de Queiroz Leyfer Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil. https://orcid.org/0009-0009-5657-3485 (não autenticado)
  • Leonardo Vinicius de Carvalho Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.
  • Allan Isy Strauss Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.
  • Mateus Simões de Barros Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.
  • Paula Dias da Rocha Bicudo Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.
  • Rodrigo Florêncio Echeverria Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238668

Palavras-chave:

Fístula, Anorretal, Complexa, Retossigmoide, Antibioticoterapia, Videolaparoscopia

Resumo

As fístulas anorretais e as associadas a doenças do cólon representam um desafio clínico e cirúrgico devido à complexidade anatômica e ao risco de complicações infecciosas. A presença de coleções em contato com trajetos fistulosos pode agravar o quadro clínico, exigindo abordagem cirúrgica combinada com antibioticoterapia adequada. A videolaparoscopia tem se mostrado eficaz para drenagem e controle dessas coleções, promovendo menor morbidade e recuperação acelerada. Relato de Caso Homem de 26 anos apresentou vômitos e diarreia por cerca de 20 dias, com resolução espontânea dos sintomas gastrointestinais, mas manteve dor abdominal leve. A tomografia computadorizada de abdome e pelve revelou espessamento acentuado e hiperrealce parietal no segmento distal do cólon sigmóide e transição retossigmóide, além de extensa densificação dos planos adiposos adjacentes. Identificou-se coleção no recesso peritoneal pélvico, em amplo contato com a transição retossigmóide, medindo 5,4 cm, em continuidade com trajeto fistuloso bifurcado paramediano à esquerda, com um ramo em fundo cego e outro direcionado a alças do intestino delgado. Colonoscopia evidenciou abaulamento com mucosa lisa e parcialmente enantemática a 18cm da borda anal. Paciente foi submetido a drenagem videolaparoscópica da coleção, com colocação de dreno penrose, sem intercorrências. Recebeu antibioticoterapia intravenosa com ceftriaxona e metronidazol por dois dias e analgésicos. Evoluiu com estabilidade clínica, controle da dor, ferida operatória satisfatória, diurese e evacuação normais no terceiro dia pós-operatório. Recebeu alta com prescrição de ciprofloxacino e metronidazol orais, com retorno ambulatorial programado. Discussão Fístulas complexas associadas ao cólon sigmóide e retossigmoide, especialmente com coleções abscedadas, requerem abordagem multidisciplinar para controle da infecção e preservação da função intestinal. A tomografia computadorizada é fundamental para avaliar extensão, localização da coleção e trajeto fistuloso, orientando a terapia. Drenagem videolaparoscópica é técnica minimamente invasiva eficaz, reduzindo complicações e acelerando a recuperação. A antibioticoterapia combinada é essencial para controle da infecção. 

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Referências

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Publicado

2025-07-04

Como Citar

Leyfer, P. E. de Q. ., Carvalho, L. V. de ., Strauss, A. I. ., Barros, M. S. de ., Bicudo, P. D. da R. ., & Echeverria, R. F. . (2025). Fístula complexa retossigmóide com coleção pélvica: relato de caso e manejo videolaparoscópico. Revista De Medicina, 104(4 esp.), e-238668. https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238668