Hérnia inguinal encarcerada: relato de caso de manejo cirúrgico sem complicações
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238690Palavras-chave:
Hérnia Inguinal, Hérnia Encarcerada, Cirurgia Geral, Herniotomia, Hérnia de Grande VolumeResumo
A hérnia inguinal é uma condição prevalente, com risco de encarceramento estimado em 3-5% dos casos. Trata-se de uma emergência cirúrgica que exige intervenção imediata para evitar isquemia intestinal e complicações sistêmicas. Este relato descreve um caso de encarceramento herniário tratado cirurgicamente de forma oportuna, destacando a importância do diagnóstico precoce e da técnica operatória adequada. Relato de Caso Um homem de 61 anos procurou o pronto-socorro com dor abdominal intensa, vômitos e sinais de obstrução intestinal há 12 horas. Referia hérnia inguinoescrotal direita há dois anos, previamente redutível. No exame físico, apresentava abaulamento inguinoescrotal direito irredutível e doloroso, sem eritema ou sinais de necrose cutânea. A ausência de eliminação de flatos e fezes sugeria obstrução mecânica. A tomografia computadorizada evidenciou hérnia inguinal volumosa à direita, contendo alças intestinais e gordura omental. O paciente foi submetido a herniotomia direita de urgência, iniciada por incisão na região inguinal direita para acesso às camadas anatômicas. Durante a cirurgia, identificou-se hérnia volumosa com alças intestinais viáveis, sem sinais de estrangulamento, isquemia ou necrose, confirmados pela coloração normal dos tecidos. A cirurgia transcorreu sem intercorrências, preservando estruturas vasculares e nervosas. No sexto dia pós-operatório, o paciente apresentava diurese espontânea, eliminação de flatos e ausência de sinais flogísticos locais, recebendo alta hospitalar com orientações para acompanhamento ambulatorial. Discussão Este caso ilustra uma complicação evitável de hérnia inguinal não tratada eletivamente. O encarceramento, comum em hérnias de longa evolução, foi manejado oportunamente, evitando ressecção intestinal e complicações sistêmicas. A integridade das alças herniadas permitiu redução sem necessidade de enterectomia. A técnica cirúrgica convencional mostrou-se eficaz em urgência, ressaltando a importância da abordagem anatômica precisa para minimizar recidivas. A ausência de complicações pós-operatórias reforça a segurança do método em pacientes sem comorbidades graves. A observação prolongada no pós-operatório foi fundamental para monitorar possíveis complicações tardias.
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