Hérnia inguinal esquerda com herniação vesical e congestão intestinal: relato de intervenção cirúrgica

Autores

  • Enzo Radaic Pastore Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil. https://orcid.org/0009-0009-5657-3485 (não autenticado)
  • Murilo Marcelino Bono Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.
  • Gabriel Fona Duarte Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.
  • Maria Correa da Fonseca Andrade Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.
  • Rodrigo Frati Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.
  • Brenda Martines Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238692

Palavras-chave:

Hérnia Inguinal, Herniação Vesical, Congestão Intestinal, Intervenção Cirúrgica, Isquemia Mesentérica, Emergência Abdominal

Resumo

As hérnias inguinais complicadas representam desafios cirúrgicos, especialmente quando associadas a comprometimento visceral e isquemia intestinal. Relatamos um caso de hérnia esquerda com envolvimento incomum da bexiga e alterações mesentéricas, destacando a importância do manejo intraoperatório minucioso. Relato de Caso: Paciente 63 anos com histórico de hérnia inguinal esquerda não tratada, chegou ao hospital com sintomas clássicos de obstrução intestinal: dor intensa, abdome distendido e ausência de eliminação de gases ou fezes. A tomografia revelou hérnia esquerda contendo alças intestinais e parte da bexiga projetando-se pelo anel herniário. Durante a cirurgia, a equipe alça intestinal, inicialmente arroxeada e edemaciada, recuperou sua cor normal após a redução manual cuidadosa e a liberação da área comprimida. A presença da bexiga no saco herniário exigiu dissecção delicada para evitar rupturas, seguida de reposicionamento anatômico. A evolução pós-operatória foi tranquila, com retorno rápido do trânsito intestinal e alta hospitalar. Discussão: O caso ilustra o envolvimento vesical e isquemia mesentérica parcial. A herniação da parede da bexiga, embora descrita em 1-4% dos casos, exige dissecção precisa para evitar lesões iatrogênicas. O hematoma mesentérico, provavelmente secundário à torção vascular transitória, reforça a necessidade de revisão meticulosa da viabilidade intestinal antes do fechamento. A abordagem na urgência foi justificada pela gravidade do quadro obstrutivo e risco de estrangulamento. A ausência de complicações pós-operatórias, como fístula urinária ou obstrução residual, corrobora a eficácia do manejo adotado. O reconhecimento precoce de complicações viscerais e vasculares foi determinante para o desfecho favorável, reforçando a importância do treinamento multidisciplinar em emergências abdominais. 

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Referências

Treating Incarcerated Inguinal Hernias With TEP Is a Viable Option for Experienced Surgeons.

de Almeida Medeiros KA, Carvalho BJ, Pipek LZ, et al. Scientific Reports. 2020;10(1):20858. doi:10.1038/s41598-020-77925-y.

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Publicado

2025-07-04

Como Citar

Pastore, E. R. ., Bono, . M. M. ., Duarte, G. F. ., Andrade, M. C. da F. ., Frati, R. ., & Martines, B. . (2025). Hérnia inguinal esquerda com herniação vesical e congestão intestinal: relato de intervenção cirúrgica. Revista De Medicina, 104(4 esp.), e-238692. https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238692