Hérnia umbilical encarcerada com obstrução intestinal: relato de caso
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238695Keywords:
Hérnia Umbilical, Parede Abdominal, Encarceramento, Obstrução Intestinal, Herniorafia, Tomografia ComputadorizadaAbstract
A hérnia umbilical ocorre pela protrusão de conteúdo abdominal através de um defeito na fáscia umbilical. Pode evoluir para complicações graves, como encarceramento e estrangulamento, especialmente em pacientes obesos. O encarceramento, caracterizado pela impossibilidade de redução manual do conteúdo herniário, exige intervenção cirúrgica emergencial para evitar necrose intestinal e sepse. Este relato descreve um caso de hérnia umbilical encarcerada com obstrução intestinal em paciente obeso, destacando a abordagem diagnóstica e terapêutica. Relato de Caso: Um homem de 47 anos, com histórico de hérnia umbilical não tratada, apresentou abaulamento doloroso e hiperemiado na região umbilical há 24 horas, associado a distensão abdominal progressiva, náuseas e vômitos. Negava febre ou alterações no hábito intestinal prévio. Ao exame físico, apresentava abdome globoso, abaulamento umbilical fixo, hiperemiado e doloroso à palpação, além de dor difusa, sem sinais de irritação peritoneal. Os exames laboratoriais sem alterações. A tomografia computadorizada evidenciou hérnia umbilical contendo alças delgadas, com sinais de obstrução intestinal, sem sinais de estrangulamento vascular. Diagnosticou-se hérnia umbilical encarcerada com obstrução intestinal e indicou-se cirurgia de emergência. O paciente foi submetido à herniorrafia aberta, com redução manual das alças encarceradas e reparo do defeito da parede. O pós-operatório transcorreu sem complicações, com alta no terceiro dia. Discussão: A hérnia umbilical encarcerada representa uma complicação grave, com risco de estrangulamento e necrose intestinal. A obesidade aumenta o risco devido à pressão intra-abdominal elevada. No caso, a ausência de leucocitose e lactacidemia não excluiu o diagnóstico, pois alterações laboratoriais podem ser tardias. A tomografia foi fundamental para confirmar a obstrução e avaliar a viabilidade intestinal, orientando a conduta cirúrgica. O tratamento cirúrgico é obrigatório para reduzir o conteúdo herniário e avaliar a viabilidade das alças. A laparotomia aberta foi escolhida pela urgência e necessidade de revisão intestinal, embora a abordagem laparoscópica seja alternativa em casos selecionados.
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