Manejo cirúrgico de carcinoma papilífero tireoidiano: caso clínico com preservação funcional

Autores

  • Amanda Goulart Coli Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil. https://orcid.org/0009-0009-5657-3485
  • Larissa Gonçalves Justino Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.
  • Anna Clara Silveira Souza Koda Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.
  • Brenda Martines Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.
  • Vergilius Araujo Neto Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238735

Palavras-chave:

Tireoide, Diagnóstico Precoce, Nódulo Tireoidiano, Carcinoma Papilífero, Preservação Funcional, Tireoidectomia Parcial

Resumo

O carcinoma papilífero é o tipo mais comum de câncer de tireoide, representando cerca de 80% dos casos. Caracteriza-se por nódulos com padrões ecográficos suspeitos, como hipoecogenicidade, microcalcificações e formato mais alto que largo, classificados como TI-RADS 5. A abordagem terapêutica depende do tamanho e localização do tumor, sendo a cirurgia (tireoidectomia parcial ou total) o tratamento padrão.Relato de Caso: Um homem de 43 anos, assintomático, identificou nódulo tireoidiano em exame de rotina. O ultrassom cervical revelou lesão hipoecogênica no lobo direito, medindo 1,0 x 0,8 cm, com microcalcificações internas, bordas irregulares e formato mais alto que largo, classificada como TI-RADS 5. A punção aspirativa por agulha fina (PAAF) confirmou carcinoma papilífero (Bethesda VI). Não foram detectadas linfadenopatias cervicais ou sinais de invasão local. O paciente foi submetido à lobectomia direita. O exame anatomopatológico confirmou carcinoma papilífero clássico, sem invasão capsular ou vascular, com margens cirúrgicas livres. Não houve complicações intraoperatórias. Discussão: O diagnóstico do carcinoma papilífero neste caso baseou-se em critérios ecográficos e citológicos precisos. A presença de hipoecogenicidade, microcalcificações e formato verticalizado são marcadores de alta suspeição para malignidade (TI-RADS 5). A PAAF, como padrão-ouro, confirmou o diagnóstico e direcionou a conduta cirúrgica. A lobectomia foi escolhida devido ao tamanho menor que 4 cm, ausência de metástases linfonodais e localização unilateral, alinhando-se à tendência atual de preservar a função tireoidiana em tumores de baixo risco. Essa abordagem evita a necessidade imediata de reposição hormonal e reduz o risco de complicações associadas à tireoidectomia total. O seguimento rigoroso com dosagem de tireoglobulina e ultrassonografia é fundamental para detecção precoce de recidivas. Este caso destaca a importância do manejo individualizado, equilibrando radicalidade oncológica e preservação funcional, especialmente em pacientes jovens com tumores localizados.

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Referências

Papillary Thyroid Carcinoma: Current Position in Epidemiology, Genomics, and Classification. Lam AK. Methods in Molecular Biology (Clifton, N.J.). 2022;2534:1-15. doi:10.1007/978-1-0716-2505-7_1.

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Publicado

2025-07-04

Como Citar

Coli, A. G. ., Koda, A. C. S. S. ., Martines, B., & Neto, V. A. . (2025). Manejo cirúrgico de carcinoma papilífero tireoidiano: caso clínico com preservação funcional (L. G. . Justino , Trad.). Revista De Medicina, 104(4 esp.), e-238735. https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238735