Neoplasia estenosante do cólon descendente/sigmóide: manejo cirúrgico em paciente idoso com obstrução intestinal
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238746Palavras-chave:
Abdome Agudo, Neoplasia do Cólon, Obstrução Intestinal, Colectomia, Cirurgia Geral, Cirurgia do Aparelho DigestivoResumo
A dor abdominal aguda é uma queixa frequente em serviços de emergência, com etiologias diversas. Quando associada a sinais de oclusão intestinal, configura um abdome agudo obstrutivo, sendo a neoplasia a principal causa em obstruções do cólon. Relato de Caso: Um homem de 79 anos foi admitido com dor abdominal difusa há 15 dias, interrupção da eliminação de fezes há três dias e piora da dor nas últimas 24 horas. Negava náuseas, vômitos ou perda de peso, mas relatava desconforto progressivo. No exame físico, apresentava abdome distendido e doloroso, sem sinais de irritação peritoneal. O toque retal não evidenciou impactação fecal ou sangramento. A tomografia computadorizada de abdome revelou espessamento parietal circunferencial e estenosante no cólon descendente/sigmóide, com 4,5 cm de extensão, compatível com neoplasia primária, além de distensão do cólon proximal, ceco dilatado (8 cm) e discreta dilatação de alças delgadas. Diante dos achados, foi submetido a laparotomia exploradora de urgência, onde se identificou tumoração estenosante de cerca de 4 cm no cólon descendente, sem invasão de órgãos adjacentes ou metástases peritoneais. Realizou-se colectomia esquerda com linfadenectomia e colostomia em cólon transverso, optando-se por não realizar anastomose primária devido ao risco de deiscência. O pós-operatório transcorreu sem intercorrências, com retorno do trânsito intestinal e boa aceitação da dieta oral. O paciente recebeu alta e foi encaminhado para acompanhamento oncológico ambulatorial. Discussão: Este caso exemplifica obstrução intestinal por neoplasia colorretal em idoso, grupo em que o diagnóstico costuma ser tardio devido à apresentação inespecífica. A ausência de sintomas clássicos não exclui malignidade, reforçando a importância da investigação por imagem diante de obstrução inexplicada. A tomografia foi essencial para o diagnóstico e planejamento cirúrgico. A colectomia esquerda com linfadenectomia e colostomia temporária seguiu princípios oncológicos e mostrou-se segura em paciente de risco elevado.
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