Neoplasia neuroendócrina primária do mediastino com extensão à parede torácica e fistulização cutânea: relato de caso
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238747Palavras-chave:
Nens, Neoplasia Neuroendócrina Primária, Mediastino, Fistulização CutâneaResumo
As neoplasias neuroendócrinas (NENs) do mediastino são tumores raros e agressivos, capazes de invadir estruturas adjacentes, o que dificulta o diagnóstico e o tratamento. A extensão para a parede torácica e complicações como fistulização cutânea e infecção secundária são eventos incomuns que agravam o prognóstico. Este relato descreve um caso de NEN primária do mediastino com manifestações clínicas atípicas, destacando a importância do diagnóstico precoce e da abordagem multidisciplinar. Relato de Caso:Uma paciente feminina, 50 anos, apresentou dispneia progressiva e perda de peso não intencional de 30 kg nos últimos meses. Procurou atendimento devido ao aumento volumétrico da mama esquerda, com vermelhidão, calor e dor local. O exame físico confirmou sinais inflamatórios na mama esquerda. A tomografia computadorizada do tórax revelou uma massa heterogênea expansiva e infiltrativa, centrada no mediastino anterior e parede torácica, medindo aproximadamente 15 cm. A lesão infiltrava o manúbrio do esterno, a segunda costela esquerda e estendia-se até a região cervicotorácica. Identificou-se comunicação entre uma coleção pleural loculada e um abscesso profundo na mama, com trajeto fistuloso para a pele. A massa deslocava a traqueia, invadia o mediastino anterior, apresentava invasão vascular da veia cava superior e compressão do brônquio fonte esquerdo, causando atelectasia quase total do pulmão esquerdo. A biópsia confirmou neoplasia neuroendócrina primária do mediastino. A paciente iniciou quimioterapia paliativa devido à extensão e complexidade da doença. Discussão: As NENs do mediastino são frequentemente diagnosticadas tardiamente, pela localização profunda e sintomas inespecíficos iniciais. A invasão óssea, vascular e das vias aéreas, associada a complicações infecciosas como fistulização cutânea, indica agressividade e dificulta o manejo clínico. A infecção secundária agrava o quadro, exigindo tratamento específico. A compressão brônquica e a atelectasia explicam a dispneia progressiva. O diagnóstico histológico por biópsia é fundamental para o planejamento terapêutico.
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