Neoplasia neuroendócrina primária do mediastino com extensão à parede torácica e fistulização cutânea: relato de caso

Autores

  • Gabriel Cordeiro Polo Mendes Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil. https://orcid.org/0009-0009-5657-3485
  • Victor José Santos Souza Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.
  • Pedro Gelly Lorente Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.
  • Pedro Leyfer Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.
  • Brenda Martines Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.
  • Rodrigo Frati

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238747

Palavras-chave:

Nens, Neoplasia Neuroendócrina Primária, Mediastino, Fistulização Cutânea

Resumo

As neoplasias neuroendócrinas (NENs) do mediastino são tumores raros e agressivos, capazes de invadir estruturas adjacentes, o que dificulta o diagnóstico e o tratamento. A extensão para a parede torácica e complicações como fistulização cutânea e infecção secundária são eventos incomuns que agravam o prognóstico. Este relato descreve um caso de NEN primária do mediastino com manifestações clínicas atípicas, destacando a importância do diagnóstico precoce e da abordagem multidisciplinar. Relato de Caso:Uma paciente feminina, 50 anos, apresentou dispneia progressiva e perda de peso não intencional de 30 kg nos últimos meses. Procurou atendimento devido ao aumento volumétrico da mama esquerda, com vermelhidão, calor e dor local. O exame físico confirmou sinais inflamatórios na mama esquerda. A tomografia computadorizada do tórax revelou uma massa heterogênea expansiva e infiltrativa, centrada no mediastino anterior e parede torácica, medindo aproximadamente 15 cm. A lesão infiltrava o manúbrio do esterno, a segunda costela esquerda e estendia-se até a região cervicotorácica. Identificou-se comunicação entre uma coleção pleural loculada e um abscesso profundo na mama, com trajeto fistuloso para a pele. A massa deslocava a traqueia, invadia o mediastino anterior, apresentava invasão vascular da veia cava superior e compressão do brônquio fonte esquerdo, causando atelectasia quase total do pulmão esquerdo. A biópsia confirmou neoplasia neuroendócrina primária do mediastino. A paciente iniciou quimioterapia paliativa devido à extensão e complexidade da doença. Discussão: As NENs do mediastino são frequentemente diagnosticadas tardiamente, pela localização profunda e sintomas inespecíficos iniciais. A invasão óssea, vascular e das vias aéreas, associada a complicações infecciosas como fistulização cutânea, indica agressividade e dificulta o manejo clínico. A infecção secundária agrava o quadro, exigindo tratamento específico. A compressão brônquica e a atelectasia explicam a dispneia progressiva. O diagnóstico histológico por biópsia é fundamental para o planejamento terapêutico. 

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Referências

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Publicado

2025-07-04

Como Citar

Mendes, G. C. P. ., Souza, V. J. S. ., Lorente, P. G. ., Leyfer, P. ., Martines, B., & Frati, R. . (2025). Neoplasia neuroendócrina primária do mediastino com extensão à parede torácica e fistulização cutânea: relato de caso. Revista De Medicina, 104(4 esp.), e-238747. https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238747