Obstrução intestinal por adenocarcinoma de reto baixo com metástases: relato de caso e abordagem cirúrgica paliativa
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238824Palavras-chave:
Obstrução Intestinal, Adenocarcinoma de Reto Baixo, Cirurgia Paliativa, Sigmoidostomia Em Alça, Câncer Colorretal, Metástases HepáticasResumo
O adenocarcinoma de reto é uma neoplasia comum do trato gastrointestinal inferior, frequentemente diagnosticada em estágios avançados devido à ausência de sintomas precoces ou apresentação insidiosa. A obstrução intestinal é uma complicação frequente em tumores avançados, especialmente quando há estenose significativa da luz intestinal. O manejo pode incluir intervenções cirúrgicas paliativas para alívio dos sintomas e tratamento oncológico sistêmico direcionado às metástases.Relato de Caso:Um homem de 64 anos, diagnosticado há dois meses com adenocarcinoma de reto baixo, estadiado como T4bN1cM1, apresentava metástases hepáticas e pulmonares. Referia hematoquezia há cerca de um ano e constipação progressiva. Evoluiu com obstrução intestinal caracterizada por ausência de evacuação e eliminação de gases por uma semana, motivando atendimento emergencial. Foi submetido a sigmoidostomia em alça por videolaparoscopia, procedimento realizado com sucesso, que proporcionou alívio do quadro obstrutivo, boa aceitação alimentar e funcionamento adequado da ostomia. A ressonância magnética de pelve evidenciou lesão estenosante anular a 6 cm da borda anal, com invasão da fáscia mesorretal e depósitos tumorais no mesorreto. A tomografia computadorizada mostrou múltiplas metástases hepáticas confluentes. O paciente foi encaminhado para tratamento oncológico multidisciplinar.Discussão: O adenocarcinoma de reto avançado frequentemente causa obstrução intestinal, impactando a qualidade de vida e demandando intervenções paliativas. A estenose tumoral progressiva interrompe o trânsito intestinal, gerando sintomas como distensão, dor e ausência de eliminação. A sigmoidostomia em alça por videolaparoscopia proporcionou alívio eficaz, melhorando sintomas e mantendo a nutrição oral. A abordagem paliativa visa otimizar a qualidade de vida, minimizando riscos cirúrgicos e preparando para tratamento sistêmico. A presença de metástases limita opções curativas, reforçando a importância do manejo multidisciplinar e individualizado. Este caso destaca a eficácia das técnicas minimamente invasivas no manejo paliativo de obstruções intestinais em pacientes oncológicos avançados.
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Referências
Ribeiro IB. Avaliação da neoadjuvância total em pacientes com adenocarcinoma de reto localmente avançado: sobrevida, resposta patológica completa e recorrência local [tese]. São Paulo: Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina; 2022 [acesso em 14 maio 2025]. Disponível em: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5168/tde-27042022-161701/publico/IgorBragaRibeiro.pdf
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