Obstrução intestinal por lesão estenosante de sigmóide
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238829Palavras-chave:
Câncer Colorretal, Obstrução Intestinal, Correlação Radiológica, Retossigmoidectomia, Estadiamento, RastreamentoResumo
A obstrução intestinal por lesões estenosantes do cólon é uma emergência cirúrgica frequentemente associada a neoplasias ou doenças inflamatórias intestinais. O diagnóstico precoce e a intervenção cirúrgica são determinantes para evitar complicações como perfuração ou sepse. Este relato descreve um caso de obstrução intestinal secundária a lesão estenosante do sigmóide, abordando a investigação diagnóstica e o manejo cirúrgico. Relato de Caso: Paciente masculino, 58 anos, procurou o pronto-socorro com parada de eliminação de fezes e flatos há 3 dias, associada a alteração do hábito intestinal há 1 mês (alternância entre constipação e diarreia). Negava comorbidades prévias. Ao exame físico, apresentava abdome distendido, timpânico à percussão, sem massas palpáveis. A tomografia computadorizada de abdome revelou: lesão estenosante no sigmóide (círculo) com espessamento parietal irregular, dilatação das alças intestinais proximais à lesão e ausência de perfuração ou abscesso. Discussão: Este caso ilustra a obstrução intestinal como apresentação inicial de neoplasia colorretal, sendo a lesão estenosante um achado comum em tumores localmente avançados. A alteração do hábito intestinal por 1 mês sugere progressão subaguda da estenose, característica de processos neoplásicos infiltrativos. A tomografia computadorizada foi essencial para confirmar a obstrução e localizar a lesão, além de excluir complicações como perfuração. A retossigmoidectomia seguiu o padrão-ouro para tumores obstrutivos do cólon esquerdo, permitindo ressecção oncológica adequada e alívio imediato da obstrução. Aspectos críticos: Neoplasia como causa principal: Lesões estenosantes do sigmóide em pacientes acima de 50 anos devem sempre levantar suspeita de adenocarcinoma; Encaminhamento oncológico: Necessário para definição de quimioterapia adjuvante e vigilância de recidivas, especialmente em tumores T3. O caso reforça a importância do rastreamento endoscópico em pacientes com sintomas intestinais persistentes, visando diagnóstico precoce de neoplasias colorretais.
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Referências
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