Pancreatite aguda biliar em paciente com colelitíase não operada: relato de caso
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238832Palavras-chave:
Pancreatite, Colelitíase, Biliar, Prevenção, ManejoResumo
A pancreatite aguda é uma inflamação súbita do pâncreas que pode variar de leve a grave, sendo a colelitíase a principal causa em muitos casos. O tabagismo e o etilismo são fatores de risco, mas o diagnóstico baseia-se na apresentação clínica, elevação das enzimas pancreáticas e exames de imagem. O tratamento inicial é conservador, com suporte clínico rigoroso, e a colecistectomia é indicada posteriormente para prevenir recidivas. Relato de Caso: Um homem de 63 anos, com antecedente de colelitíase não tratada cirurgicamente, procurou o pronto-socorro com dor epigástrica intensa e contínua há três dias, com discreta melhora após alimentação. Referia náuseas, vômitos e perda de apetite, sem consumo de álcool. No exame físico, estava em bom estado geral, com dor à palpação epigástrica e sem sinais de irritação peritoneal. A pressão arterial era 146x92mmHg e o tempo de enchimento capilar, 3 segundos. Os exames laboratoriais mostraram leucocitose leve (10.360/mm³), amilase elevada (1115U/L), lipase (1458U/L) e creatinina aumentada (3,17mg/dL). A ultrassonografia evidenciou vesícula biliar com parede normal e múltiplos cálculos. A tomografia identificou aumento do pâncreas, densificação da gordura peripancreática e líquido livre adjacente, compatíveis com pancreatite aguda. Iniciou-se tratamento conservador com jejum, analgesia e hidratação venosa vigorosa. Durante a internação, apresentou piora da função renal, necessitando de diálise por demanda. Após 15 dias de suporte intensivo, evoluiu com melhora clínica e renal, recebendo alta com indicação de colecistectomia ambulatorial. Discussão A pancreatite aguda biliar é uma causa frequente de pancreatite, associada à colelitíase. O diagnóstico baseia-se na tríade clínica, laboratorial e imagiológica. A ultrassonografia detecta cálculos vesiculares, enquanto a tomografia avalia a gravidade da inflamação. O tratamento inicial é conservador, com suporte intensivo e monitorização para detectar complicações. A colecistectomia eletiva após estabilização previne recidivas. Casos graves podem necessitar de procedimentos endoscópicos.
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Referências
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