Pielonefrite enfisematosa em paciente com doença renal crônica dialítica
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238846Palavras-chave:
Pielonefrite Enfisematosa, Doença Renal Crônica, ComplicaçãoResumo
A pielonefrite enfisematosa é uma infecção renal grave, caracterizada pela formação de gás nos tecidos renais, frequentemente associada a fatores de risco como diabetes mellitus e doença renal crônica. Essa condição é mais prevalente em pacientes imunocomprometidos e pode evoluir rapidamente para complicações severas, como sepse e necessidade de intervenção cirúrgica.Relato de Caso:Um homem de 64 anos, com histórico de doença renal crônica dialítica, hipertensão, diabetes mellitus e retinopatia diabética, foi admitido com dor em hipocôndrio e flanco direito, náuseas, vômitos e inapetência há uma semana. Negava febre ou sintomas urinários. Ao exame físico, apresentava abdome distendido, doloroso à palpação e massa palpável no flanco direito. A tomografia computadorizada evidenciou aumento de volume do rim direito, densificação dos planos gordurosos e presença de gás no parênquima renal, sugerindo processo infeccioso enfisematoso. O paciente foi submetido à nefrectomia direita de urgência, com identificação de necrose tecidual e coleção purulenta. Evoluiu com coleção em leito cirúrgico, necessitando nova drenagem, e apresentou melhora clínica progressiva com antibioticoterapia, recebendo alta hospitalar e seguimento ambulatorial.Discussão:A pielonefrite enfisematosa é uma infecção necrosante rara, mas potencialmente fatal, caracterizada pela presença de gás no parênquima renal ou espaço perirrenal. O diabetes mellitus é o principal fator de risco, frequentemente associado à fermentação bacteriana da glicose. Pacientes com doença renal crônica e hipertensão apresentam maior risco de complicações e mortalidade. O diagnóstico é confirmado por tomografia computadorizada, que identifica gás nos tecidos renais. O manejo inclui controle rigoroso da glicemia, antibioticoterapia direcionada e, em casos graves, intervenção cirúrgica, como drenagem ou nefrectomia. A evolução favorável depende do diagnóstico precoce e do tratamento agressivo, especialmente em pacientes com múltiplas comorbidades. Este caso destaca a importância da abordagem rápida e multidisciplinar para reduzir a mortalidade e preservar a função renal.
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Referências
Current Management of Emphysematous Pyelonephritis. Pontin AR, Barnes RD. Nature Reviews. Urology. 2009;6(5):272-9. doi:10.1038/nrurol.2009.51.
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