Pionefrose associada a cálculo coraliforme: relato de caso
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238847Palavras-chave:
Pionefrose, Coraliforme, Nefrectomia, Hidronefrose, Calculose, InfecçãoResumo
A pionefrose é uma infecção renal grave, frequentemente associada à obstrução urinária por cálculos coraliformes, que favorecem o acúmulo de pus no sistema coletor. Esses cálculos aumentam o risco de complicações, especialmente em casos com hidronefrose e infecção urinária ativa. O diagnóstico e o tratamento precoces são fundamentais para evitar desfechos desfavoráveis e preservar a função renal. Relato de Caso: Uma mulher de 67 anos, hipertensa, apresentou dor lombar à direita há cerca de 30 dias, com piora progressiva, náuseas, vômitos, adinamia e inapetência. No exame físico, apresentava abdome globoso, doloroso à palpação em flanco e fossa ilíaca direitos, com sinal de Giordano positivo à direita. Os exames laboratoriais mostraram anemia, leucocitose, elevação de marcadores inflamatórios, alteração da função renal e urina com leucocitúria, hematúria, nitrito e sangue oculto positivos. A tomografia de abdome revelou cálculo coraliforme no rim direito, inflamação e coleções retrorrenal e subdiafragmática. A equipe iniciou antibioticoterapia, realizou drenagem percutânea das coleções e, posteriormente, nefrectomia direita total. Após os procedimentos, a paciente evoluiu com estabilidade clínica e hemodinâmica, recebendo alta hospitalar e seguimento ambulatorial. Discussão: A pionefrose é uma infecção renal grave, geralmente associada à obstrução por cálculos coraliformes, que promovem estase urinária e proliferação bacteriana. Esses cálculos, frequentemente compostos por estruvita, favorecem a colonização por bactérias produtoras de urease, elevando o pH urinário e facilitando a formação de grandes cálculos. O diagnóstico rápido por tomografia computadorizada e a drenagem urinária urgente são essenciais para o controle da infecção. Em casos de dano renal significativo, a nefrectomia é indicada. O manejo adequado e em tempo hábil dos cálculos coraliformes previne complicações graves e contribui para a preservação da função renal. Este caso destaca a importância do diagnóstico precoce e da intervenção rápida para otimizar o prognóstico em pacientes com pionefrose.
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