Ruptura extraperitoneal da bexiga por trauma penetrante em paciente presidiário: relato de caso

Autores

  • Anna Clara Silveira Souza Koda Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil. https://orcid.org/0009-0009-5657-3485 (não autenticado)
  • Amanda Goulart Coli Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.
  • Larissa Gonçalves Justino Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.
  • Rodrigo Frati Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.
  • Brenda Martines Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238859

Palavras-chave:

Ruptura Extraperitoneal, Bexiga, Trauma Penetrante

Resumo

 Lesões traumáticas da bexiga representam um desafio diagnóstico e terapêutico, especialmente em casos de trauma penetrante na região do hipogástrio. A ruptura extraperitoneal da bexiga é a forma mais comum em traumas abdominais baixos, podendo ser causada por ferimentos por arma branca ou acidentes. O manejo adequado, incluindo reparo cirúrgico e drenagem vesical, é fundamental para prevenir complicações como infecção, fístulas urinárias e disfunção vesical.Relato de Caso:Um homem de 44 anos, presidiário, foi admitido após tentativa de suicídio com corte profundo na região suprapúbica. Inicialmente atendido em outro serviço, teve o ferimento suturado e foi encaminhado para avaliação hospitalar. Na admissão, encontrava-se estável hemodinamicamente, com dor à palpação do hipogástrio e ferida suturada na região suprapúbica. A tomografia computadorizada de abdome evidenciou ruptura extraperitoneal extensa da parede anterior da bexiga, com descontinuidade de aproximadamente 2,5 cm e moderada quantidade de líquido no espaço de Retzius, estendendo-se ao pararrenal posterior bilateral. Diante da extensão da lesão, optou-se por reparo cirúrgico da bexiga e colocação de sonda vesical de demora para garantir repouso e drenagem urinária adequada. O paciente apresentou boa evolução pós-operatória, sem intercorrências, recebendo alta hospitalar no quarto dia. Foi orientado para acompanhamento ambulatorial e encaminhado para avaliação psiquiátrica.Discussão:A ruptura extraperitoneal da bexiga por trauma penetrante exige atenção cuidadosa, pois pode evoluir com complicações como infecção, hematúria, fístulas urinárias e disfunção vesical. O diagnóstico é baseado em achados clínicos, como dor suprapúbica e hematúria, e confirmado por exames de imagem. O tratamento depende da gravidade da lesão: rupturas simples podem ser manejadas com sondagem vesical, enquanto lesões extensas ou complexas requerem reparo cirúrgico. O acompanhamento multidisciplinar, incluindo suporte psiquiátrico, é essencial para o cuidado integral e prevenção de novos eventos traumáticos.

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Referências

Current Management of Extraperitoneal Bladder Injuries: Results From the Multi-Institutional Genito-Urinary Trauma Study (MiGUTS). Anderson RE, Keihani S, Moses RA, et al.The Journal of Urology. 2020;204(3):538-544. doi:10.1097/JU.0000000000001075.

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Publicado

2025-07-07

Como Citar

Koda, A. C. S. S. ., Coli, A. G. ., Justino, L. G. ., Frati, R., & Martines, B. . (2025). Ruptura extraperitoneal da bexiga por trauma penetrante em paciente presidiário: relato de caso. Revista De Medicina, 104(4 esp.), e-238859. https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238859