Apendicite aguda complicada com necrose: relato de caso e discussão
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238862Palavras-chave:
Apendicite aguda, abdome agudo inflamatório, perfuração, peritonite, abscessoResumo
A apendicite aguda é uma das principais causas de abdome agudo cirúrgico e pode evoluir para formas graves, como a apendicite necrotizante. Essa condição, caracterizada pela necrose da parede do apêndice e formação de abscessos ou coleções periapendiculares, está associada à maior morbimortalidade. O diagnóstico precoce e a intervenção cirúrgica urgente são essenciais para evitar complicações graves, como sepse e peritonite difusa. A tomografia computadorizada é fundamental para avaliar a extensão da inflamação e necrose e orientar o tratamento.Relato de Caso:Uma mulher de 49 anos apresentou dor em hipogástrio há quatro dias, irradiando para a fossa ilíaca direita, acompanhada de náuseas, vômitos e inapetência. Os exames laboratoriais mostraram proteína C-reativa elevada (142 mg/L) e leucocitose (17.850/mm³). A tomografia computadorizada identificou apendicite aguda complicada, com apêndice cecal dilatado, apendiculito na base, paredes necróticas e descontinuadas, além de coleção cavitária adjacente de 4,3 x 3,0 cm e intensa densificação da gordura periapendicular. Foi realizada apendicectomia videolaparoscópica, constatando-se necrose dos dois terços distais do apêndice, com pus e fibrina periapendiculares. A paciente evoluiu bem no pós-operatório, recebeu alta hospitalar e foi orientada para acompanhamento ambulatorial.Discussão:A apendicite necrotizante é uma forma grave e rara da doença, com rápida progressão para necrose e alto risco de complicações sépticas. Embora a apresentação clínica possa ser semelhante à apendicite simples, a evolução costuma ser mais rápida e intensa. A tomografia computadorizada é essencial para o diagnóstico e planejamento cirúrgico. O tratamento cirúrgico imediato, preferencialmente por via laparoscópica, é o padrão-ouro, permitindo remoção do tecido necrosado, drenagem de abscessos e prevenção da peritonite. O pós-operatório requer antibioticoterapia, analgesia e monitoramento rigoroso. O prognóstico depende da rapidez do diagnóstico e intervenção, sendo a apendicectomia videolaparoscópica eficaz na resolução da doença e recuperação do paciente.
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Referências
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