Síndrome da veia cava superior secundária a neoplasia pulmonar: relato de caso
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238864Palavras-chave:
Síndrome da Veia Cava Superior, Neoplasia Pulmonar, Obstrução Venosa, Trombose, Circulação Colateral, Emergência OncológicaResumo
A síndrome da veia cava superior (SVCS) é causada pela obstrução do fluxo venoso na veia cava superior, geralmente associada a tumores intratorácicos. O reconhecimento precoce e a abordagem multidisciplinar são fundamentais, pois a SVCS pode representar uma emergência oncológica e sinalizar doença avançada.Relato de Caso:Uma mulher de 56 anos, tabagista há quarenta anos, procurou atendimento com quadro de rosto avermelhado e inchado, dor torácica inespecífica, turgência jugular bilateral e sensação de peso e inchaço nos braços, sintomas que evoluíram progressivamente por três meses. Relatava episódio prévio de trombose na veia subclávia esquerda e linfonodos aumentados na axila do mesmo lado, sugerindo possível neoplasia ou distúrbio trombótico. A tomografia de tórax mostrou obstrução da veia jugular direita, vasos colaterais, linfonodomegalias supraclaviculares e massa mediastinal de 4,5 cm comprimindo a veia cava superior. O quadro clínico e radiológico confirmou SVCS associada a provável malignidade pulmonar. A paciente apresentava sinais de obstrução crônica, como circulação colateral, o que amenizou sintomas mais graves. A presença de trombose venosa profunda reforçou a suspeita de neoplasia oculta, considerando o potencial de hipercoagulabilidade de tumores pulmonares. O tratamento inicial incluiu anticoagulação e investigação histológica urgente, com broncoscopia e biópsia dos linfonodos acometidos.Discussão:A SVCS está fortemente relacionada a tumores intratorácicos, principalmente câncer de pulmão. Os sintomas típicos incluem edema facial, turgência jugular, dispneia e circulação colateral. A obstrução crônica permite o desenvolvimento de vias alternativas de drenagem venosa, reduzindo o risco de complicações neurológicas agudas. O diagnóstico é confirmado por exames de imagem, e o tratamento inicial busca aliviar sintomas e identificar a causa subjacente. Em casos malignos, a conduta inclui quimioterapia, radioterapia ou procedimentos intervencionistas, conforme o perfil tumoral e o estadiamento. A presença de linfonodomegalia supraclavicular sugere possível metástase, destacando a importância do estadiamento e da abordagem personalizada.
Downloads
Referências
-
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Direitos autorais (c) 2025 Gabriel Fona Duarte, Maria Correa da Fonseca Andrade, Laura Delboni Agnesini, Sofia Di Nur Wakabayashi, Brenda Martines

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-ShareAlike 4.0 International License.