Síndrome de ogilvie
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238867Palavras-chave:
Síndrome de Ogilvie, Pseudo, obstrução, Obstrução Intestinal, Constipação Crônica, Colectomia, Distensão AbdominalResumo
A síndrome de Ogilvie, é uma condição rara marcada por dilatação acentuada do cólon na ausência de obstrução mecânica. Costuma ocorrer em pacientes com fatores de risco, como doenças crônicas, distúrbios eletrolíticos ou uso de medicamentos que afetam a motilidade intestinal. Os sintomas mais comuns são distensão abdominal, dor, náuseas, vômitos e alterações no trânsito intestinal. O diagnóstico é feito por avaliação clínica e exames de imagem, enquanto o tratamento pode variar de medidas conservadoras a procedimentos cirúrgicos.Relato de Caso:Mulher de 53 anos procurou atendimento médico com dor abdominal há três semanas, acompanhada de náuseas, vômitos e ausência de evacuações e eliminação de gases. Tinha histórico de gastroplastia redutora em Y de Roux. Apresentava-se em bom estado geral, estável hemodinamicamente, com abdome distendido, ruídos hidroaéreos diminuídos e dor difusa à palpação, sem sinais de irritação peritoneal. O toque retal revelou ampola vazia. A tomografia abdominal mostrou distensão importante do ceco, cólon ascendente e transverso, sem sinais de obstrução mecânica, além de líquido livre em diferentes regiões da cavidade abdominal. Diante do quadro, foi feito diagnóstico de síndrome de Ogilvie e iniciadas medidas de suporte, com duas tentativas de colonoscopia descompressiva, ambas sem sucesso. Optou-se então por laparotomia, que revelou sinais de sofrimento intestinal em ceco, cólon ascendente e transverso, sendo realizada colectomia direita ampliada com confecção de Miculickz. No pós-operatório em UTI, a paciente apresentou instabilidade hemodinâmica e distensão abdominal persistente, sendo diagnosticada sepse abdominal e tratada com antibioticoterapia, evoluindo com melhora progressiva até a alta hospitalar no 12º dia.Discussão:A síndrome de Ogilvie pode evoluir com complicações graves, como isquemia e perfuração colônica, especialmente quando há dilatação importante e falha do tratamento conservador. O manejo inicial deve ser clínico, mas sinais de sofrimento intestinal ou ausência de resposta exigem intervenção cirúrgica imediata.
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