Torção testicular direita: diagnóstico por ultrassonografia doppler e manejo cirúrgico em paciente jovem
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238890Palavras-chave:
Escroto Agudo , Torção Testicular, Ultrassonografia Doppler , Sinal de Prehn , Cirurgia Urológica , OrquiepididimiteResumo
A torção testicular é uma emergência urológica caracterizada pela rotação do testículo e do cordão espermático, que compromete o fluxo sanguíneo e pode levar à isquemia e necrose. O quadro clínico típico inclui dor escrotal súbita e intensa, edema, náuseas, vômitos e alteração da posição testicular, como elevação e horizontalização. O diagnóstico rápido, frequentemente auxiliado pela ultrassonografia Doppler, é fundamental para preservar a função testicular. Relato de Caso: Um homem de 23 anos apresentou dor testicular aguda no lado direito, associada à horizontalização do testículo. No exame físico, apresentou sinal de Prehn positivo, levantando hipóteses diagnósticas de torção testicular ou orquiepididimite. A ultrassonografia Doppler evidenciou discreto aumento do testículo direito, massa ecogênica amorfa paratesticular correspondente ao cordão espermático e epidídimo retorcidos, além de moderada hidrocele. O Doppler não demonstrou vascularização testicular nem na massa paratesticular. Foi indicada cirurgia, com incisão do rafe escrotal e abertura por planos, evidenciando saída de líquido claro e torção intravaginal de 360 graus do testículo direito, com aumento volumétrico e congestão intensa. Procedeu-se à distorção e reposicionamento do testículo no escroto. No hemiescroto esquerdo, o testículo apresentava aspecto normal e foi fixado. O testículo direito apresentou melhora do aspecto e sinais de perfusão arterial, sendo preservado e fixado da mesma forma. O paciente evoluiu favoravelmente, com alta hospitalar. Discussão: A torção testicular afeta principalmente jovens e exige diagnóstico e intervenção imediatos para evitar necrose e perda do órgão. A dor súbita, edema e alteração da posição testicular são sinais típicos. O sinal de Prehn pode ser positivo, não excluindo a torção. A ultrassonografia Doppler é exame fundamental para avaliar vascularização e confirmar o diagnóstico, distinguindo de outras causas como epididimite. A cirurgia imediata com fixação bilateral é essencial para preservar a função testicular e prevenir recorrência, já que a predisposição anatômica é frequentemente bilateral.
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Referências
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