Torção testicular em adolescente com orquidopexia bilateral

Autores

  • Vitória Fernandes Severino Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil. https://orcid.org/0009-0009-5657-3485 (não autenticado)
  • Marco Antonio Cunha Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.
  • Mateus Carlos Andrade Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.
  • Enzo Radaic Pastore Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238891

Palavras-chave:

Torção Testicular, Orquidopexia, Emergência Urológica, Dor Escrotal, Ultrassom Doppler, Preservação Testicular

Resumo

A torção testicular é uma emergência urológica causada pela rotação do cordão espermático, que compromete o fluxo sanguíneo testicular e pode levar à isquemia e necrose se não tratada rapidamente. O diagnóstico precoce é essencial para preservar a função testicular. A dor escrotal súbita e intensa é o sintoma mais comum, e o exame físico aliado à ultrassonografia com Doppler confirma o diagnóstico. O tratamento definitivo é cirúrgico, com orquidopexia bilateral para prevenir recorrência. Relato de Caso: Um jovem de 18 anos apresentou dor testicular aguda no testículo direito há oito horas, sem febre. No exame físico, encontrava-se em posição antálgica, com testículo direito retraído e doloroso à palpação, além de ausência do reflexo cremastérico no lado afetado. A ultrassonografia com Doppler revelou ausência de fluxo sanguíneo no testículo direito, aumento do volume e edema, confirmando torção testicular. Foi realizada cirurgia emergencial que confirmou a torção, mas evidenciou viabilidade do testículo. Procedeu-se à orquidopexia bilateral para fixação dos testículos e prevenção de nova torção. No primeiro dia pós-operatório, o paciente estava em bom estado geral, sem queixas e com boa aceitação da dieta. Discussão: A torção testicular afeta principalmente adolescentes e jovens adultos, apresentando dor escrotal súbita e intensa, frequentemente acompanhada de náuseas e vômitos. O exame físico revela testículo elevado, retraído, doloroso e ausência do reflexo cremastérico, sinal clássico da torção. A ultrassonografia com Doppler é fundamental para confirmar o diagnóstico e excluir outras causas, como epididimite. O tempo entre o início dos sintomas e a cirurgia é crucial; idealmente, o procedimento deve ocorrer nas primeiras seis horas para maior chance de preservação testicular. A orquidopexia bilateral previne torções futuras. Este caso destaca a importância do reconhecimento precoce e da intervenção imediata para evitar necrose testicular e perda da função gonadal.

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Referências

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Publicado

2025-07-07

Como Citar

Severino, V. F. ., Cunha, M. A. ., Andrade, M. C. ., & Pastore, E. R. . (2025). Torção testicular em adolescente com orquidopexia bilateral. Revista De Medicina, 104(4 esp.), e-238891. https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238891