Trauma pélvico e vertebral em acidente moto-auto: relato de caso de ruptura vesical e fraturas múltiplas

Autores

  • Filipe Waridel Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil. https://orcid.org/0009-0009-5657-3485 (não autenticado)
  • Pedro Humberto Campanharo Lagares Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.
  • Caroline Miwa Teruya Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.
  • Rafaella Avakian Mansur Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.
  • Brenda Martines Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.
  • Rodrigo Frati Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238905

Palavras-chave:

Trauma, Ruptura Vesical, Lesão Extraperitoneal de Bexiga, Fratura Pélvica, Cistografia, Tomografia Computadorizada

Resumo

As lesões traumáticas da bexiga são relativamente incomuns, ocorrendo em cerca de 1,6% dos traumas contusos, e ainda mais raras nos traumas penetrantes. Classificam-se em extraperitoneais e intraperitoneais, sendo as extraperitoneais mais frequentes, geralmente associadas a fraturas pélvicas e manejadas inicialmente de forma conservadora. A hematúria franca está presente em 90% dos casos, sendo um sinal importante para suspeita diagnóstica. Relato de Caso: Um homem de 40 anos foi levado à Unidade de Pronto Atendimento após acidente moto versus automóvel, com perda de consciência por 20 minutos. Na admissão, apresentava via aérea pérvia, colar cervical, tórax estável, abdome doloroso à palpação lombossacral, pelve estável e Glasgow 15. Durante a avaliação, evoluiu com hipotensão, taquicardia, palidez e retenção urinária. A sondagem vesical revelou hematúria franca. O raio-X evidenciou fratura pélvica com disjunção da sínfise púbica e fratura de L4. A tomografia computadorizada confirmou ruptura extraperitoneal da bexiga, fratura de L4 com recuo do processo posterior e fratura de cóccix. O paciente foi transferido para centro terciário para manejo especializado.Discussão: A ruptura extraperitoneal da bexiga é a forma mais comum de lesão vesical após trauma pélvico, ocorrendo em 80-90% dos casos, geralmente por trauma contuso associado a fraturas pélvicas. O extravasamento de contraste na cistografia por tomografia é tipicamente confinado ao espaço perivesical, podendo, em casos complexos, estender-se para regiões adjacentes. O tratamento pode ser conservador, com drenagem vesical por cateter, em lesões simples, ou cirúrgico em casos complexos que envolvam outras lesões associadas. O diagnóstico precoce e o manejo adequado são fundamentais para evitar complicações como peritonite, sepse e disfunções urinárias. Este caso ressalta a importância da suspeita clínica e do uso adequado de exames de imagem para o diagnóstico e tratamento eficaz das lesões traumáticas de bexiga.

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Referências

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Publicado

2025-07-07

Como Citar

Waridel, F. ., Lagares, . P. H. C. ., Teruya, C. M. ., Mansur, R. A. ., Martines, B., & Frati, R. (2025). Trauma pélvico e vertebral em acidente moto-auto: relato de caso de ruptura vesical e fraturas múltiplas. Revista De Medicina, 104(4 esp.), e-238905. https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238905