Trauma torácico penetrante por arma branca com hemotórax e laceração pulmonar
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238906Palavras-chave:
Trauma, Torácico, Penetrante, Tomografia, Pulmonar, HemotoraxResumo
Ferimentos torácicos por arma branca representam eventos clínicos relevantes em serviços de emergência, frequentemente associados a complicações como hemotórax, pneumotórax e lesões pulmonares. Embora possam demandar intervenções cirúrgicas em casos críticos, muitos pacientes respondem bem ao manejo conservador, desde que haja monitoramento adequado. Relato de Caso: Um homem jovem, previamente saudável, foi admitido no pronto-socorro após ferimento por arma branca na região supraclavicular esquerda. Relatava uso recente de álcool e cocaína. Chegou consciente, com taquicardia e leve desconforto respiratório. O exame físico revelou ferida penetrante suturada na região cervical esquerda e diminuição do murmúrio vesicular no hemitórax esquerdo. Realizou-se drenagem torácica, com saída imediata de sangue, que melhorou o padrão ventilatório. A tomografia computadorizada evidenciou hemopneumotórax à esquerda, enfisema subcutâneo cervical e supraclavicular, além de laceração pulmonar no ápice do lobo superior esquerdo. As estruturas vasculares torácicas e cervicais estavam preservadas, sem sangramento ativo ou outras lesões associadas. O paciente evoluiu clinicamente estável, sem necessidade de intervenção cirúrgica adicional. Contudo, apresentou queixa neurológica na mão esquerda, sugerindo possível lesão do plexo braquial ou compressão neural, sendo indicado seguimento especializado.Discussão: Ferimentos penetrantes no hemitórax superior, especialmente na região supraclavicular, podem envolver estruturas críticas como pulmão, vasos subclávios e plexo braquial. A drenagem torácica inicial foi eficaz para controle do hemotórax. A tomografia foi fundamental para identificar a laceração pulmonar e monitorar a evolução. A ausência de sangramento ativo e a melhora clínica sustentaram a conduta conservadora, evitando toracotomia. A queixa neurológica residual reforça a necessidade de avaliação especializada para lesões nervosas associadas. Este caso destaca a importância da avaliação clínica criteriosa, do suporte diagnóstico por imagem e da abordagem individualizada no manejo do trauma torácico penetrante, priorizando intervenções minimamente invasivas sempre que possível.
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Referências
American College of Surgeons. ATLS: Advanced Trauma Life Support – Student Course Manual. 10th ed. Chicago, IL: American College of Surgeons; 2018.
Livingston DH, Hauser CJ. Thoracic trauma: The critical care perspective. Surgical Clinics of North America. 2017
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