Traumatismo esplênico: importância do seguimento clínico no tratamento conservador
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238907Palavras-chave:
Esplenectomia, Trauma Esplênico, Hematoma Subcapsular, Trauma, Falha de Tratamento Conservador, Laparotomia ExploradoraResumo
O baço, localizado no hipocôndrio esquerdo, é um órgão ricamente vascularizado e suscetível a lesões traumáticas, especialmente em acidentes automobilísticos, agressões físicas ou quedas. O traumatismo esplênico é uma condição cirúrgica relevante, com risco significativo de hemorragia. A classificação do trauma esplênico pela American Association for the Surgery of Trauma (AAST), de grau I a V, orienta a escolha entre tratamento conservador e cirúrgico. O acompanhamento clínico rigoroso é fundamental, pois há risco de piora tardia e necessidade de intervenção cirúrgica. Relato de Caso: Um homem de 37 anos, vítima de agressão física com socos, chutes e golpe com madeira há sete dias, realizou tomografia que identificou lesão esplênica grau II e fraturas do sétimo ao décimo arco costal à esquerda. Inicialmente, optou-se por tratamento conservador. O paciente retornou com dor abdominal e dor no ombro esquerdo. Na admissão, apresentava-se hemodinamicamente estável, descorado, desidratado, com vias aéreas pérvias, eupneico, normotenso e taquicárdico, além de ferimentos suturados na face. Nova tomografia revelou blush arterial intraparenquimatoso (lesão grau IV), extenso hematoma pericapsular (6,5 cm), laceração de 5,2 cm no parênquima e grande quantidade de líquido livre abdominal. Diante do sangramento ativo, realizou-se esplenectomia para controle da hemorragia.Discussão:O traumatismo esplênico é uma das principais causas de lesão de órgãos sólidos abdominais, com potencial para sangramento significativo. O tratamento pode ser conservador em lesões de grau I a III, mas requer acompanhamento clínico rigoroso devido ao risco de falha e progressão da hemorragia. No caso relatado, o paciente evoluiu de lesão grau II para grau IV, necessitando esplenectomia. O relato destaca a importância do seguimento clínico em pacientes submetidos a tratamento não cirúrgico, permitindo intervenção rápida em caso de piora e prevenindo complicações graves.
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Di Sabatino A, Carsetti R, Corazza GR. Post-splenectomy and hyposplenic states. Lancet 2011; 378:86.
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