Volvo intestinal: apresentação clínica e abordagem terapêutica

Autores

  • Taciana Pereira Boog Betoni Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil. https://orcid.org/0009-0009-5657-3485 (não autenticado)
  • Brenda Martines Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.
  • Rodrigo Frati Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.
  • Hian Vechiato Betoni Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.
  • Gabriel Petrin Alonso Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.
  • Vitor de Paula Casagrande Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU/USP). São Paulo, SP. Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238952

Palavras-chave:

Vólvulo Sigmoide, Obstrução Intestinal, Tomografia Computadorizada, Retossigmoidectomia, Idoso, Isquemia Intestinal

Resumo

 O volvo de sigmóide é uma emergência clínica que representa de 2 a 5% das obstruções intestinais em adultos. Caracteriza-se pela torção do cólon sigmóide, levando à isquemia e potencial necrose tecidual se não tratada rapidamente. O diagnóstico precoce e a intervenção cirúrgica oportuna são fundamentais para o prognóstico. Este relato descreve a apresentação clínica e o manejo cirúrgico de uma paciente idosa com volvo de sigmóide. Relato de Caso: Uma mulher de 76 anos procurou atendimento após três dias de distensão abdominal progressiva e vômitos biliosos. Relatou episódios de diarreia líquida, sem sangue ou muco. Ao exame físico, encontrava-se em mau estado geral, com abdome distendido, timpânico e ruídos hidroaéreos diminuídos. A tomografia computadorizada de abdome mostrou imagem sugestiva de volvo de sigmóide, com torção de 360° e sinal do “grão de café”, além de dilatação colônica proximal. Devido ao quadro clínico e ao estado geral comprometido, foi realizada laparotomia exploradora emergencial, que confirmou alça sigmóide desserosada, porém sem sinais de isquemia. Realizou-se retossigmoidectomia com técnica de Hartmann, incluindo ressecção do cólon sigmóide, colostomia terminal no cólon descendente e fechamento do reto residual. No pós-operatório, a paciente recebeu hidratação venosa, correção de distúrbios hidroeletrolíticos e analgesia, tendo alta hospitalar no vigésimo sétimo dia, com seguimento ambulatorial. Discussão: O volvo de sigmóide é causa frequente de obstrução intestinal em idosos, resultando da torção do cólon ao redor do seu eixo mesentérico. O tratamento inicial, na ausência de peritonite ou perfuração, é a descompressão endoscópica, geralmente por sigmoidoscopia flexível. Quando há sinais de isquemia, perfuração ou falha da descompressão, a intervenção cirúrgica é indicada. A colectomia sigmóide é recomendada em casos de recorrência ou complicações. A avaliação anatômica pode identificar pacientes em risco, e a cirurgia precoce contribui para melhores desfechos, especialmente em idosos ou portadores de comorbidades.

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Referências

Sigmoid Volvulus: Evaluating Identification Strategies and Contemporary Multicenter Outcomes.

Loria A, Jacobson T, Melucci AD, et al. American Journal of Surgery. 2023;225(1):191-197. doi:10.1016/j.amjsurg.2022.07.025.

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Publicado

2025-07-08

Como Citar

Betoni, T. P. B. ., Martines, B. ., Frati, R. ., Betoni, H. V. ., Alonso, G. P. ., & Casagrande, V. de P. . (2025). Volvo intestinal: apresentação clínica e abordagem terapêutica. Revista De Medicina, 104(4 esp.), e-238952. https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238952