Abscesso parafaríngeo compressivo pós-exodontia em adolescente
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v104i4esp.e-238953Palavras-chave:
Abscesso, Doenças Periodontais, Adolescente, Drenagem, Tomografia Computadorizada por Raios X, AntibacterianosResumo
Abscessos periodontais são infecções agudas dos tecidos de suporte dentário, frequentemente associadas à progressão de periodontites ou a procedimentos odontológicos. Essas infecções podem evoluir rapidamente, acometendo espaços cervicofaciais profundos e levando a complicações graves, como obstrução de vias aéreas. O diagnóstico precoce e o manejo multidisciplinar são fundamentais para prevenir desfechos adversos.Relato de Caso: Paciente do sexo feminino, 16 anos, previamente saudável, procurou atendimento de emergência com dor intensa e inchaço na hemiface esquerda há cinco dias. Dez dias antes, havia apresentado dor dentária e realizado extração do terceiro molar inferior esquerdo. O procedimento ocorreu sem intercorrências e foi prescrita amoxicilina com clavulanato. Apesar do uso correto do antibiótico, evoluiu com piora do quadro local, sem sintomas sistêmicos. No exame, apresentava sinais flogísticos em região submandibular esquerda. Tomografia computadorizada revelou infecção periapical do primeiro molar inferior, erosão da mandíbula e coleção purulenta extensa, ocupando espaços bucal e submandibular, com compressão da via aérea e extensão para o espaço parafaríngeo. Foi indicada internação para drenagem cirúrgica do abscesso. No pós-operatório imediato, apresentou edema facial, trismo e pequena secreção, sem dor significativa. Iniciou-se antibioticoterapia intravenosa com ceftriaxona e clindamicina, além de corticoterapia. Evoluiu bem, recebendo alta após três dias, com prescrição de sintomáticos e antibiótico oral. No retorno ambulatorial, apresentava cicatrização adequada e discreto edema residual.Discussão: Abscessos odontogênicos podem evoluir rapidamente e atingir espaços cervicofaciais profundos, mesmo em pacientes jovens e saudáveis. O diagnóstico por imagem e a intervenção cirúrgica precoce são essenciais para evitar complicações graves. A antibioticoterapia adequada, aliada à drenagem do abscesso, garante bom prognóstico. A orientação e o acompanhamento do paciente são fundamentais para prevenir recorrências e complicações.
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