Relato de caso de nevo de spitz pigmentado: desafio diagnóstico na faixa etária pediátrica
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v105i5e-240244Palavras-chave:
Nevo de Células Epitelióides e Fusiformes, Melanoma, Pediatria, Dermatoscopia, Diagnóstico diferencialResumo
O Nevo de Spitz é uma lesão melanocítica benigna, mais comum em jovens, com prevalência de 50 a 75% dos casos em indivíduos com menos de 20 anos. Sua apresentação clínica e dermatoscópica varia, frequentemente simulando características do melanoma, dificultando o diagnóstico diferencial e exigindo correlação clínico-patológica. Relata-se o caso de uma paciente feminina, 1 ano e 11 meses, que apresentou lesão pigmentada no joelho direito com crescimento progressivo por três meses. O exame dermatológico evidenciou pápula hiperpigmentada castanho-enegrecida, com bordas
irregulares e bem delimitadas, e a dermatoscopia mostrou padrão de rede invertida, múltiplos glóbulos acastanhados centrais, véu branco- azulado, estruturas brancas brilhantes, área sem estrutura definida e estrias periféricas finas, levantando as hipóteses de melanoma e Nevo de Spitz pigmentado - ressaltando a complexidade diagnóstica de lesões pigmentadas atípicas em idade precoce. O exame histológico evidenciou lesão melanocítica bem delimitada e discretamente assimétrica, sem outros sinais histológicos de malignidade. Perfil imunohistoquímico (HMB-45 e SOX10 positivos, PRAME negativo e baixo Ki-67) compatível com Nevo de Spitz convencional. O caso destaca a importância do diagnóstico diferencial com o melanoma pediátrico, neoplasia rara (<3% dos cânceres infantis) com manifestações clínicas distintas da dos adultos, o que pode levar a atraso diagnóstico pela ausência dos critérios clássicos de malignidade. Destaca-se também a dificuldade diagnóstica das lesões pigmentadas atípicas na infância e a importância do reconhecimento precoce, aliado à avaliação clínica, dermatoscópica e histopatológica integradas.
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Referências
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