Mortalidade na cirurgia de revascularização do miocárdio: uma overview de revisões sistemáticas
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v105i3e-243325Palavras-chave:
Revascularização Miocárdica, mortalidade, Resultado do TratamentoResumo
A análise das taxas de mortalidade associadas à cirurgia de revascularização miocárdica (CRM), com ou sem circulação extracorpórea, é relevante, assim como sua comparação com outras abordagens terapêuticas para doença coronariana severa, como a intervenção coronariana percutânea (ICP), a revascularização híbrida (RCH) e o tratamento medicamentoso. O presente estudo é uma overview de revisões sistemáticas, a partir da seleção de artigos completos e de livre acesso em três bases de dados (LILACS, PubMed e Cochrane Library), publicadas entre Outubro de 2013 e Outubro de 2023, nos idiomas inglês, português e espanhol. Das 117 revisões identificadas, 10 foram incluídas na análise final. A CRM apresentou menor mortalidade em comparação à ICP, sobretudo em pacientes diabéticos. A comparação entre CRM com e sem circulação extracorpórea mostrou redução de 72% na mortalidade até 30 dias de pós operatório no grupo sem circulação extracorpórea, em pacientes de alto risco para infarto agudo do miocárdio. Não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas entre a mortalidade na CRM e RCH. A associação da CRM à terapêutica médica reduziu a mortalidade por causas cardíacas, embora não tenha demonstrado diferença significativa na mortalidade por todas as causas. O uso bilateral da artéria torácica interna esteve associado a menor mortalidade em longo prazo. A revascularização arterial completa apresentou menor risco de mortalidade em comparação à incompleta. Os resultados compilados indicam que a CRM parece ser a melhor opção em relação a alguns desfechos e situações clínicas. Entretanto, a escolha entre diferentes abordagens e técnicas cirúrgicas deve ser individualizada, avaliando-se cuidadosamente o custo-benefício-malefício nos diferentes contextos.
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