Reserva cognitiva no idoso: aspectos neuropsicológicos e o papel da educação nas últimas descobertas
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v94i3p136-146Keywords:
Reserva cognitiva, Idoso, Envelhecimento.Abstract
A população idosa está crescendo mundialmente e, portanto, declínio cognitivo e demência são um grande problema para o sistema de saúde. Contudo, muito idosos não desenvolvem demência ou algum prejuízo cognitivo significativo, mesmo que apresentem lesões cerebrais, como atrofia e/ou lesões corticais, levando ao conceito de Reserva Cogntiva (RC). O principal objetivo dessa revisão é estabelecer as descobertas recentes da RC na cognição dos idosos e explorar alguns dos marcadores cognitivos relacionados à RC. Com o intuito de conseguirmos nosso objetivo, nós realizamos uma pesquisa por artigos publicados tanto em língua inglesa quanto portuguesa, nos últimos 5 anos, na base de dados Medline usando como palavras chave: reserve cognitiva, idoso e envelhecimento. Nós filtramos 14 estudos que abordavam especificamente aspectos neuropsicológicos (p.e, memória, atenção, orientação, função executiva) e os revisamos em detalhes. Baseados nesses artigos em relação a idosos, educação parece ter várias implicações na RC por fortalecer habilidades cognitivas, contudo não parece impactar no declínio cognitivo. Além disso, notamos que performance cognitiva é uma das formas de se medir RC, embora os métodos não possam ser padronizados, o que pode ser a causa de conclusões diversas. Em relação à RC, educação foi a medida mais prevalente e RC parece ter um efeito benéfico em função executiva e memória episódica, de forma que parece agir através tanto da reserva neural quanto da compensação neural. Exposição a textos impressos parece ser uma variável em potencial relacionada com a performance cognitiva e RC.Downloads
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Published
2015-12-21
Issue
Section
Artigos
How to Cite
Dias, J. G. M., Silva, P. R. A. da, & Alvez, T. C. de T. F. (2015). Reserva cognitiva no idoso: aspectos neuropsicológicos e o papel da educação nas últimas descobertas. Revista De Medicina, 94(3), 136-146. https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v94i3p136-146