A viabilidade da utilização de drogas epigenéticas como tratamento de pacientes com sepse – uma perspectiva translacional
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v95i2p91-102Keywords:
Sepse, Epigenética, Inibidor de histona desacetilase.Abstract
Sepse é uma condição clínica grave e potencialmente letal caracterizada por desreguladas respostas imunes e inflamatórias sistêmicas (SIRS) a uma infecção. Embora a sepse tenha uma alta taxa de mortalidade (atingindo 25% na Europa e América do Norte), as intervenções clínicas disponíveis ainda são limitadas. Por trás dessa exacerbação da resposta imunológica, que evolui para a imunossupressão e paralisia imune, residem mecanismos epigenéticos. Na sepse, o equilíbrio entre genes imunes ativados e reprimidos relacionados é perdido, e reaver drogas baseadas na epigenética promete ser o futuro do tratamento da sepse. Inibidores da histona desacetilase (inibidores de HDAC) são drogas baseadas no mecanismo epigenético de acetilação e desacetilação de histonas, e eles já têm sido testados - fases três e quatro de ensaios clínicos - como tratamento para outras doenças, tais como o mieloma múltiplo, e linfoma cutâneo de células T. Além disso, os estudos experimentais em modelos de sepse mostram que os inibidores de HDAC são promissores supressores da resposta inflamatória exacerbada. Portanto, como os trabalhos recentes mostraram, drogas epigenéticas poderiam ser consideradas uma viável terapia para a sepse no futuro. O foco desta revisão é apresentar os mais recentes avanços científicos nas áreas básicas e clínicas de epigenética como um tratamento da sepse, abrindo oportunidades para o uso da epigenética no tratamento desta condição.Downloads
Download data is not yet available.
References
Downloads
Published
2016-12-06
Issue
Section
Artigos de Revisão
How to Cite
Costa, T. R. da, Bonizzio, C. R., Luz, M. C. A. da, & Soriano, F. G. (2016). A viabilidade da utilização de drogas epigenéticas como tratamento de pacientes com sepse – uma perspectiva translacional. Revista De Medicina, 95(2), 91-102. https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v95i2p91-102